Cesta básica em São Paulo exige 116 horas de trabalho

Cesta básica em são paulo exige 116 horas de trabalho

Cesta básica em São Paulo exige 116 horas de trabalho

Cesta básica em São Paulo exige 116 horas de trabalho para um trabalhador que recebe o salário mínimo, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Dieese referente a fevereiro. O estudo mostra que, na capital paulista, foram necessárias 115 horas e 45 minutos de jornada para comprar os itens básicos de alimentação.

Horas de trabalho nas capitais

Entre as 27 capitais avaliadas, São Paulo liderou o ranking de maior tempo de trabalho para adquirir a cesta básica. Na outra ponta, Aracaju demandou 76 horas e 23 minutos. A diferença evidencia como o custo dos alimentos varia pelo país e impacta diretamente a vida de quem recebe o piso salarial.

Comprometimento do salário mínimo

O levantamento também calculou a fatia do salário mínimo líquido — já descontados 7,5% de contribuição ao INSS — que precisou ser destinada à compra da cesta. A média nacional ficou em 46,13%, enquanto São Paulo atingiu 56,88%, o maior percentual entre todas as capitais. Em Aracaju, o comprometimento foi de 37,54%, o menor registrado.

Salário mínimo necessário

A pesquisa estimou que o salário mínimo necessário para cobrir despesas básicas de uma família deveria ter alcançado R$ 7.164,94 em fevereiro, valor calculado com base no custo da cesta mais cara, verificada justamente em São Paulo. Esse montante equivale a aproximadamente quatro vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621.

Metodologia do estudo

Os dados consideram o preço dos 13 produtos que compõem a cesta básica nacional, monitorados mensalmente pela Conab e pelo Dieese. Para medir o impacto real sobre o orçamento, o relatório utiliza o salário líquido, permitindo estimar o esforço efetivo exigido do trabalhador para garantir alimentação essencial.

A análise detalha dois indicadores principais: a quantidade de horas de trabalho necessárias e a porcentagem da renda comprometida. Ambos colocam São Paulo como a capital onde a alimentação pesa mais no bolso do assalariado, enquanto Aracaju apresenta o cenário menos oneroso.

Para quem acompanha o cenário econômico, esses números reforçam a importância de políticas que controlem a inflação de alimentos e revisem periodicamente o valor do salário mínimo, de modo a preservar o poder de compra dos trabalhadores.

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Redação Finanças KDicas

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