Disparidade salarial no Brasil tende a crescer até 2026
Disparidade salarial no Brasil deverá se acentuar até 2026, segundo o Guia Estratégico de Remuneração da Gi Group Holding, que projeta avanço nominal de 10% nos salários, mas sem distribuição uniforme entre as regiões.
Projeção de salário médio nacional
O estudo indica que o salário médio do país chegará a R$ 3.548 em 2026. Embora represente aumento relevante sobre 2024, o crescimento não diminui o fosso entre os maiores e menores rendimentos estaduais.
Estados que lideram a remuneração
O Distrito Federal deve manter a dianteira, com média projetada de R$ 5.547, impulsionada pela forte presença do serviço público e de negócios de alto valor agregado. Em seguida, São Paulo tende a alcançar R$ 4.298, sustentado pela maior densidade corporativa do Brasil.
Outras unidades da federação do Sul e Sudeste também permanecerão acima da média nacional: Paraná (R$ 4.134), Rio de Janeiro (R$ 4.106), Santa Catarina (R$ 4.068) e Rio Grande do Sul (R$ 3.996), favorecidas por polos industriais, cadeias produtivas consolidadas e investimentos em inovação.
Regiões que ficam para trás
Maranhão, Bahia, Ceará e Piauí aparecem nas últimas posições, com valores entre R$ 2.254 e R$ 2.423. A menor presença de indústria de ponta, a dependência de setores tradicionais de serviços e o limitado acesso a cargos de alta qualificação explicam o desempenho inferior.
Fatores que sustentam a desigualdade
De acordo com Candice Fernandes, business manager da INTOO, a geografia da qualificação profissional é decisiva: onde há tecnologia, educação superior e cadeias globais, os salários disparam. Modelos híbridos e remotos até reduzem barreiras, mas empresas ainda priorizam talentos próximos aos centros estratégicos, mantendo o desequilíbrio.
Perspectivas para reduzir o fosso
A INTOO avalia que programas de desenvolvimento regional, investimentos em educação técnica e digital e ações corporativas de formação podem mitigar a distância remuneratória. Apesar disso, a tendência dominante segue clara: inovação e demanda por profissionais híbridos concentrarão os maiores salários nos tradicionais polos econômicos.
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