Economia 2026: consumo avança, mas crédito preocupa
Economia 2026: consumo avança, mas crédito preocupa marca o início do ano com aumento da renda disponível e maior disposição das famílias para gastar, enquanto juros elevados e incertezas externas mantêm empresários em alerta.
Renda maior estimula o consumo interno
De acordo com a economista Jucelia Lisboa, sócia-diretora da Siegen, a economia 2026 começou “melhor do que o esperado”. O reajuste nas faixas do Imposto de Renda elevou a renda líquida dos trabalhadores, impulsionando compras de curto prazo e movimentando o varejo. Esse efeito, contudo, pode ser temporário se não houver estabilidade nos indicadores de preços.
Cenário internacional adiciona volatilidade
O principal risco apontado por Lisboa é o ambiente externo. Conflitos geopolíticos já encarecem o petróleo, pressionando custos e inflação em todo o mundo. “O mercado financeiro reage mais à expectativa do que ao fato concreto”, lembra a economista, justificando a recente volatilidade no câmbio e nos índices de ações.
Crédito caro pesa sobre empresas
Com a taxa básica de juros ainda elevada, o crédito corporativo segue restrito. Annita Gurman, coordenadora de Special Situations do Multiplica, relata aumento nos pedidos de recuperação judicial e ajustes operacionais nas companhias. “São pequenas medidas para cortar custos que fazem grande diferença na margem”, afirma.
Impactos jurídicos em cascata
Para a advogada Mariana Altomani, fundadora do Centro de Mulheres na Reestruturação Empresarial (CMR), crises sucessivas — da greve dos caminhoneiros em 2018 à pandemia de Covid-19 — se acumulam, tornando mais complexos os processos de reestruturação. Já Camila Serrano, sócia da Nixin, observa crescimento dos litígios trabalhistas à medida que empresas buscam alternativas para enfrentar a pressão financeira.
Empresário enfrenta ambiente de rápida mudança
Aida Chammas, fundadora da W-CFO, resume o sentimento de cautela: “Hoje está sendo muito difícil ser empresário no Brasil. Há pressão de custos, crédito restrito e um ambiente que muda rapidamente”. Para ela, a palavra de ordem em 2026 é adaptação.
No geral, especialistas concordam que a economia 2026 oferece oportunidades de consumo no curto prazo, mas exige vigilância sobre custos financeiros e fatores externos capazes de alterar o humor do mercado em questão de dias.
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Em resumo, o ano começa com fôlego extra para o consumo, mas a combinação de crédito caro e riscos globais exige planejamento. Continue navegando na editoria de Finanças e esteja sempre um passo à frente.
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