EFD Contribuições acaba em 2027 com nova sistemática fiscal

Efd contribuições acaba em 2027 com nova sistemática fiscal

EFD Contribuições acaba em 2027 com nova sistemática fiscal

EFD Contribuições acaba em 2027 com nova sistemática fiscal. A Receita Federal confirmou que a escrituração digital deixará de existir no ano em que PIS e Cofins serão extintos, dentro da reforma tributária sobre o consumo. Até lá, o layout continua aceito apenas para retificações, adequações ou demandas judiciais.

Fim do PIS/Cofins redefine obrigações

A EFD Contribuições será descontinuada em 2027, último exercício em que PIS e Cofins constarão na legislação. O órgão fiscal ressalta que, em 2026, não haverá qualquer alteração no envio dos arquivos. A desativação atende ao cronograma da Emenda Constitucional nº 132/2023, que estabelece a criação de novos tributos e a simplificação das obrigações acessórias.

Novo modelo integrado

Para substituir a rotina atual, a Receita Federal estrutura a chamada “nova sistemática fiscal”, composta por três instrumentos:

  • Documento Fiscal: registra o fato gerador no momento da operação.
  • Declaração: consolida periodicamente as informações enviadas.
  • Apuração Assistida: calcula automaticamente o imposto devido, cruzando créditos e débitos.

Segundo o órgão, essa integração eliminará controles paralelos, reduzirá inconsistências e trará maior rastreabilidade às informações. Detalhes técnicos foram apresentados em material oficial disponível no portal da Receita Federal.

EFD ICMS/IPI permanece no período de transição

Outro ponto do cronograma é a manutenção da EFD ICMS/IPI. Em 2027, a maioria das alíquotas de IPI cairá a zero, exceto para a Zona Franca de Manaus e Áreas de Livre Comércio. Entre 2029 e 2032, ocorrerá a redução progressiva do ICMS, mas a escrituração seguirá obrigatória para garantir o controle fiscal dos entes federativos.

DERE ainda em discussão

O projeto também prevê a criação da Declaração de Regimes Específicos (DERE), voltada a setores com operações de maior complexidade. Embora sem data definida, a proposta complementa a reorganização das obrigações acessórias e busca assegurar neutralidade tributária em operações diferenciadas.

O que as empresas devem fazer agora

Enquanto a descontinuação não chega, especialistas recomendam que contribuintes:

  • Mantenham a qualidade dos dados enviados na EFD Contribuições até 2027;
  • Atualizem sistemas para o modelo integrado de Documento Fiscal, Declaração e Apuração Assistida;
  • Acompanhem as publicações oficiais sobre a DERE e demais ajustes na legislação.

Com a extinção da EFD Contribuições, o Fisco pretende simplificar processos, aumentar a segurança jurídica e aproximar a apuração tributária da realidade operacional das empresas.

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Redação Finanças KDicas

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