Falências após recuperação judicial disparam no Brasil

Falências após recuperação judicial disparam no brasil

Falências após recuperação judicial disparam no Brasil

Falências após recuperação judicial disparam no Brasil e alcançam quase 40% das empresas que deixaram o regime no terceiro trimestre, indicam dados exclusivos do Monitor RGF. No mesmo período de 2024, apenas 11% fracassaram na retomada, evidenciando forte deterioração no ambiente de negócios.

Taxa de sucesso recua para 63%

De julho a setembro, 120 companhias concluíram o processo: 76 retomaram as atividades de forma regular, enquanto 44 encerraram as operações. Com isso, a taxa de sucesso caiu para 63%. O total de empresas em reestruturação atingiu 5,2 mil, maior nível da série histórica e 20% acima do registrado um ano antes.

Pedidos e dívidas em alta recorde

No trimestre, 435 novos requerimentos foram protocolados, envolvendo passivos de R$ 16,8 bilhões. A região Sul concentrou 19 das 44 quebras, impulsionada pelos segmentos de comércio (15) e serviços (14).

Agronegócio lidera em proporção; serviços dominam em números absolutos

O IRJ-RGF (Índice de Recuperação Judicial) da agropecuária chegou a 12,63, indicando mais de 12 empresas com dificuldades a cada mil ativas. Em valores absolutos, o setor de serviços permanece à frente, com 1,2 mil companhias renegociando dívidas, embora seu índice proporcional seja menor (0,97).

Juros de 15% e crédito restrito explicam avanço das falências

Especialistas atribuem o cenário à combinação de juros elevados e maior seletividade bancária. De acordo com o Valor Econômico, a taxa básica encarece o serviço da dívida, enquanto financiamentos DIP se tornaram mais escassos mesmo após a reforma da lei em 2020.

Problemas internos agravam crise

Para Paulo Henrique Carnaúba, professor do Insper, muitas empresas ingressam na recuperação sem resolver falhas estruturais. Foco exclusivo em deságios agressivos, sem ajustes de gestão, leva a planos insustentáveis. O economista Pedro Villas Boas, da StoneX, acrescenta que companhias do agronegócio recorrem cedo demais ao Judiciário, sem cortar despesas ou vender ativos.

Casos emblemáticos

A Oi teve falência decretada mesmo após empréstimo de US$ 400 milhões em 2023, decisão revertida mais tarde por recurso de credores. Já a Livraria Saraiva, em recuperação desde 2018, pediu autofalência em 2023 diante da mudança no varejo e dos efeitos da pandemia.

Os números do Monitor RGF mostram que entrar em recuperação sem plano robusto aumenta o risco de insolvência definitiva. Para acompanhar análises sobre o tema e outras atualizações econômicas, acesse nossa seção de Notícias e continue informado.


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Redação Finanças KDicas

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