Governo revisa ações judiciais de alto impacto fiscal

Governo revisa ações judiciais de alto impacto fiscal

Governo revisa ações judiciais de alto impacto fiscal

Governo revisa ações judiciais de alto impacto fiscal em uma iniciativa que pretende refinar as estimativas registradas no Anexo de Riscos Fiscais do Orçamento e elevar a confiança nos números apresentados ao Congresso.

Objetivo é aperfeiçoar estimativas até dezembro

O Executivo iniciou a revisão dos principais processos contra a União — classificados nos níveis de relevância A e B — com meta de conclusão até o fim de 2025. O foco é padronizar critérios de cálculo, corrigir distorções e oferecer projeções mais fiéis do passivo, hoje estimado em cerca de R$ 2,6 trilhões.

Mudança na divulgação dos riscos fiscais

A partir da próxima Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o governo deixará de elencar cada processo individualmente. As informações serão consolidadas por tema, estratégia que, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), reduz a exposição da posição jurídica da União e dificulta o uso das estimativas em disputas judiciais.

Portaria detalha novos parâmetros de cálculo

Portaria publicada na semana passada definiu métodos mais precisos para mensurar o impacto de ações relevantes, diferenciando efeitos diretos sobre o orçamento federal e repercussões econômicas mais amplas para a sociedade. A AGU afirma que a padronização tornará o monitoramento das causas de alto impacto fiscal mais consistente.

Discussão sobre transparência

Especialistas em finanças públicas reconhecem avanços na gestão de riscos, mas alertam para possíveis perdas de transparência, já que parte dos dados permanece restrita. O governo argumenta que o sigilo parcial protege a estratégia jurídica e evita que valores sejam usados pelas partes contrárias.

Analistas também defendem ações complementares, como prevenção de litígios e fortalecimento da governança regulatória, a exemplo da Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios (Sejan), criada pela AGU para reduzir disputas e elevar a previsibilidade tributária.

Para contadores e profissionais de finanças, acompanhar a revisão é essencial para avaliar contingências que podem pressionar as contas públicas e influenciar decisões de investimento.

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Redação Finanças KDicas

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