IA no setor de seguros impulsiona eficiência e decisões
IA no setor de seguros impulsiona eficiência e decisões ao integrar dados e qualificar processos que vão da subscrição ao atendimento, segundo análises de mercado.
Crescimento sólido, mas sob cobrança por eficiência
O mercado segurador brasileiro ultrapassou a marca de R$ 700 bilhões em arrecadação em 2024, incremento anual próximo de 10%, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Embora o porte do setor não seja obstáculo, a estrutura operacional e a qualidade da tomada de decisão seguem como pontos críticos.
Da inovação pontual à pauta de conselho
A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser experimentação isolada para ganhar espaço fixo nas discussões estratégicas dos conselhos de administração. Estudos da McKinsey & Company revelam que analytics avançado e IA podem elevar em dois dígitos percentuais o desempenho de subscrição e gestão de sinistros. A Deloitte adiciona que seguradoras com dados integrados colhem vantagens em precificação e mitigação de risco.
Transformação exige dados integrados
Muitas empresas seguem adotando IA de forma periférica — chatbots sem conexão com o core, automações restritas a tarefas específicas, modelos preditivos que não afetam decisões cruciais. Esses usos geram ganhos táticos, mas não promovem a transformação necessária. A vantagem competitiva surge quando informações de cliente, histórico de apólice, comportamento de pagamento e sinistros conversam entre si, permitindo antecipar cancelamentos, priorizar sinistros sensíveis e detectar fraudes com precisão estatística superior.
Arquitetura de dados e governança definem o sucesso
Ferramenta não é o entrave; o desafio real está na arquitetura que sustenta dados confiáveis e na governança que garante rastreabilidade. A regulação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), as exigências da LGPD e a evolução do Open Insurance reforçam a necessidade de transparência. IA sem estrutura representa risco regulatório; com estrutura, converte-se em diferencial estratégico.
Companhias que utilizam Inteligência Artificial apenas para cortar custos colhem ganhos limitados. Já aquelas que direcionam a tecnologia para qualificar decisões elevam a confiança do segurado e consolidam liderança ao gerir riscos com mais informação — e antes da concorrência.
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