IOF sobre seguros será extinto em 2027, diz reforma

Iof sobre seguros será extinto em 2027, diz reforma

IOF sobre seguros será extinto em 2027, diz reforma

IOF sobre seguros será extinto em 2027, diz reforma e a tributação dos prêmios passará a ser feita pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), conforme o cronograma da reforma tributária do consumo.

Mudança de imposto e alíquotas ainda indefinidas

Atualmente, o IOF aplicado às apólices tem alíquotas que chegam a 7,38%, variando segundo o tipo de cobertura. A partir de 2027, essa cobrança deixará de existir e será substituída pelos tributos do modelo de IVA dual. O IBS e a CBS incidirão diretamente sobre o valor do prêmio, mas as suas alíquotas ainda não foram fixadas pelo Congresso, o que cria incerteza sobre a carga final para segurados.

Setor de seguros se equipara a serviços financeiros

Pelo texto da reforma, o seguro ficará enquadrado no mesmo regime dos serviços financeiros, sujeito a uma taxa específica para o segmento. Diferentemente do IOF, que varia conforme o tipo de apólice, o novo modelo tende a adotar percentual uniforme dentro das regras do IVA.

Impacto para consumidores e seguradoras

Pessoas físicas, que não podem aproveitar créditos tributários, podem sentir aumento nos preços caso as alíquotas do IBS e da CBS superem o patamar atual do IOF. Já as seguradoras poderão ajustar a apuração, com possível abatimento de indenizações e sinistros, conforme venha a ser regulamentado.

Período de transição complexo

Entre 2026 e 2033 haverá fase de testes e convivência dos dois sistemas, exigindo das empresas adequações contábeis, fiscais e de TI. Especialistas alertam para custos operacionais adicionais nesse intervalo.

Experiências internacionais mostram que muitos países aplicam alíquotas reduzidas a seguros dentro de sistemas de IVA para evitar encarecimento excessivo das apólices. No Brasil, a extinção do IOF visa justamente impedir a cumulatividade de tributos, mas o efeito final dependerá da calibragem das novas taxas.

Acompanhar as normas complementares e os ajustes nos sistemas de escrituração será fundamental para contadores, tributaristas e gestores de risco que atuam no mercado de seguros.

Para seguir informado sobre essa e outras mudanças no sistema tributário, acesse a seção de notícias de finanças e continue acompanhando nossas atualizações.


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