Lei da Usura revogada muda regras de juros no Brasil

Lei da usura revogada muda regras de juros no brasil

Lei da Usura revogada muda regras de juros no Brasil

Lei da Usura revogada muda regras de juros no Brasil marca um novo capítulo para o sistema financeiro nacional. Com a entrada em vigor da Lei 14.905/24, o Decreto nº 22.626/1933 foi oficialmente revogado, concedendo maior liberdade para a definição de juros moratórios e remuneratórios em contratos entre pessoas jurídicas, operações financeiras e negócios no mercado de capitais.

Principais mudanças na cobrança de juros

A revogação da antiga Lei da Usura elimina o teto que limitava taxas em diversas operações. Agora, as partes podem negociar livremente, desde que respeitem os princípios da boa-fé, os usos e costumes de mercado e evitem desequilíbrios contratuais. Juros de mora mensais em patamar considerado excessivo — como 10%, valor próximo à Selic anual — podem continuar sendo revistos judicialmente.

Mais segurança para notas comerciais

A Lei 14.905/24 reforça a classificação da nota comercial como valor mobiliário, aumentando a segurança jurídica desse instrumento de captação. A medida reduz incertezas para emissores e investidores, estimulando o acesso a novos recursos no mercado.

Compra de recebíveis ganha flexibilidade

No segmento de compra de recebíveis, permanece a prática do deságio, negociado de forma livre. A novidade é a possibilidade de estipular juros moratórios e remuneratórios no contrato, o que tende a reduzir questionamentos judiciais sobre a natureza dessas transações e ampliar alternativas de financiamento para empresas.

Boa-fé continua sendo limite jurídico

Embora a revogação da Lei da Usura permita negociar taxas acima dos antigos referenciais, o texto ressalta que o Poder Judiciário pode intervir sempre que houver indícios de abuso. O equilíbrio contratual, a transparência e o respeito às práticas de mercado seguem como requisitos essenciais.

Atividades financeiras seguem reguladas

A liberdade prevista na Lei 14.905/24 não afeta a regra que reserva a realização habitual de empréstimos a instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central. Ou seja, pessoas ou empresas que atuem de forma profissional na concessão de crédito continuam sujeitas às normas prudenciais vigentes.

Com a Lei da Usura revogada, o mercado brasileiro ganha flexibilidade para estruturar operações de crédito e investimento, mas a responsabilidade na fixação das taxas permanece central. Para acompanhar outras mudanças que impactam seu bolso e seu negócio, visite nossa editoria de notícias financeiras.


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Redação Finanças KDicas

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