O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, a abertura de uma investigação sobre suposto insider trading envolvendo as tarifas de 50% que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs às exportações brasileiras.
A decisão atende a uma solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU) e busca apurar movimentações consideradas atípicas no mercado cambial brasileiro antes e depois do anúncio do tarifaço, que passa a valer em 1.º de agosto.
Ligação com inquérito de Eduardo Bolsonaro
O pedido da AGU tem origem no inquérito que investiga o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar é suspeito de ter atuado junto ao governo norte-americano para prejudicar o Executivo brasileiro e ministros do STF, além de, supostamente, tentar obstruir a ação penal que apura a tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
No despacho, Moraes determinou que a apuração sobre o possível uso de informação privilegiada seja desmembrada do inquérito principal e tramite sob sigilo.
Contexto recente
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro pediu licença do mandato em março e mudou-se para os Estados Unidos, alegando perseguição política. Na mesma investigação, o ex-chefe do Executivo foi alvo de operação da Polícia Federal em 18 de julho, foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e teve imposto recolhimento domiciliar entre 19h e 6h.
As medidas cautelares contra Jair Bolsonaro foram autorizadas por Moraes após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou risco de fuga do ex-presidente. O julgamento da tentativa de golpe de Estado está marcado para setembro no STF.
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