Nova tabela do Imposto de Renda 2025: entenda o redutor

Nova tabela do imposto de renda 2025: entenda o redutor

Nova tabela do Imposto de Renda 2025: entenda o redutor

Nova tabela do Imposto de Renda 2025 passa a utilizar um redutor adicional de R$ 978,62 para zerar o imposto devido por quem recebe até R$ 5.000 mensais, atendendo à promessa de isenção sem alterar as alíquotas ou faixas nominais.

Redutor substitui correção integral da tabela

Desde 1996, a tabela do Imposto de Renda sofre apenas ajustes pontuais, acumulando defasagem de cerca de 154% até 2025. A Lei nº 15.270/2025 adotou uma saída alternativa: em vez de corrigir todos os limites, manteve a faixa máxima de 27,5% a partir de R$ 4.664,68 e introduziu o Redutor Adicional. O valor de R$ 978,62 equivale exatamente ao imposto que um contribuinte com renda bruta de R$ 5.000 pagaria pelas regras antigas, anulando o débito e gerando isenção efetiva nessa faixa.

Como funciona a transição até R$ 7.350

O benefício perde força gradualmente. Entre R$ 5.000 e R$ 7.350, o redutor diminui, criando uma rampa de transição:

  • Renda de R$ 6.000: desconto cai para aproximadamente R$ 179,75;
  • Renda de R$ 7.000: abatimento gira em torno de R$ 46,63;
  • R$ 7.350 ou mais: redutor deixa de existir.

Com essa calibragem, a medida protege trabalhadores de menor renda e parte da classe média, sem impacto expressivo na arrecadação proveniente dos rendimentos mais elevados.

Impacto no bolso dos contribuintes

Caso a tabela fosse integralmente corrigida pela inflação desde 1996, a faixa de isenção chegaria a cerca de R$ 5.200. A solução encontrada não corrige a distorção histórica, mas entrega alívio imediato a quem ganha até 3,5 salários-mínimos. Em Goiás, por exemplo, projeções indicam que 365,4 mil pessoas passam a ter isenção total e outras 171 mil recebem redução parcial, somando mais de 536 mil beneficiados.

Pressão por reforma estrutural permanece

Auditores da Receita Federal e entidades como Unafisco e Sindifisco destacam que a defasagem segue penalizando contribuintes empurrados para faixas mais altas apenas por reajustes inflacionários. A manutenção das alíquotas com o uso do redutor é vista como medida cirúrgica, mas provisória, reforçando o debate sobre uma reforma tributária que garanta justiça fiscal duradoura.

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