Planejamento sucessório será vital às empresas em 2026

Planejamento sucessório será vital às empresas em 2026

Planejamento sucessório será vital às empresas em 2026

Planejamento sucessório desponta como pauta estratégica para companhias brasileiras, especialmente as de controle familiar, diante da próxima onda de transição geracional prevista para 2025-2030.

Risco de perda de valor sem plano formal

Silvinei Toffanin, fundador e CEO da Direto Group, alerta que a falta de um plano robusto se tornou um dos maiores pontos de vulnerabilidade empresarial. Empresas sem sucessão definida podem enfrentar descontinuidade operacional, disputas societárias e desvalorização imediata.

Números que evidenciam a urgência

Segundo pesquisas citadas pelo especialista, organizações familiares respondem por 90% dos negócios no país, geram 65% do PIB e empregam 75% da força de trabalho privada. Apesar da relevância, 72,4% não possuem plano sucessório formal; apenas 30% superam a primeira sucessão e, no máximo, 12% alcançam a terceira geração.

Elementos centrais para 2026

Para Toffanin, a maturidade sucessória no Brasil exigirá uma abordagem integrada entre governança, gestão societária e eficiência tributária. Ele recomenda:

– Formalizar acordos societários e protocolos familiares;
– Mapear riscos operacionais e patrimoniais;
– Definir sucessores com critérios técnicos e plano de desenvolvimento;
– Revisar a estrutura tributária para reduzir custos e litígios;
– Criar mecanismos de liquidez para eventos imprevistos;
– Profissionalizar conselhos e gestores executivos;
– Separar rigorosamente patrimônio familiar do empresarial.

Profissionalização e comunicação clara

A preparação antecipada de sucessores passa por treinamento, programas de liderança e imersão cultural. O especialista também destaca a entrada de executivos externos para equilibrar tradição e profissionalismo, reforçando conselhos consultivos e de administração. Transparência com familiares, sócios e líderes é vista como chave para evitar conflitos.

Toffanin conclui que empresas que tratarem a sucessão como estratégia — e não como urgência — consolidarão protagonismo no próximo ciclo econômico. As que negligenciarem o tema estarão mais expostas a impactos financeiros severos e perda de valor institucional.

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