Portabilidade de crédito Open Finance testa TI de bancos

Portabilidade de crédito open finance testa ti de bancos

Portabilidade de crédito Open Finance testa TI de bancos

Portabilidade de crédito Open Finance entra em vigor com liquidação em até três dias úteis, impondo um teste direto à maturidade tecnológica das instituições financeiras brasileiras.

Prazo menor e jornada 100% digital

A nova regra do Banco Central (BC) permite que consumidores transfiram dívidas de crédito pessoal de um banco para outro totalmente on-line. O prazo de liquidação foi reduzido de cinco para três dias úteis, elevando a exigência por processos automatizados e decisões de crédito quase em tempo real.

Pressão sobre sistemas legados

Especialistas da Sensedia, multinacional brasileira de APIs, afirmam que a mudança evidencia a diferença entre bancos nativos digitais, já estruturados em arquiteturas orientadas a eventos, e instituições que ainda dependem de fluxos manuais ou integrações ponto a ponto. Segundo Natália Cruz, head de Open Finance da empresa, “instituições com processamento em batch dificilmente competirão nesse cenário”.

Integração é peça-chave

Para cumprir o novo prazo, as instituições precisam orquestrar simultaneamente plataformas de crédito, motores de decisão, bureaus externos, modelos de risco, core bancário e canais digitais. Tudo deve estar conectado por APIs seguras e de alta performance, garantindo decisões automatizadas, rastreáveis e sem comprometer a segurança.

Três níveis de maturidade tecnológica

Levantamento da Sensedia aponta três grupos:

• Bancos digitais nativos: operam com APIs desde a origem e já atendem aos requisitos.

• Bancos tradicionais: avançam em camadas de integração, mas ainda ajustam sistemas legados.

• Instituições com alta dependência manual: enfrentam limites estruturais para atender ao Open Finance transacional.

Ganho para o consumidor, desafio para o banco

Para o cliente, o processo passa a ser livre de burocracia: basta acessar o aplicativo da instituição escolhida e buscar melhores taxas. Para os bancos, o impacto é estrutural. Quem não oferecer experiência ágil, acessível e eficiente tende a perder espaço em um mercado de crédito considerado estratégico para a rentabilidade.

Com o avanço do Open Finance, a competitividade no setor agora depende da capacidade de transformar dados compartilhados em ofertas personalizadas com rapidez e segurança. A fidelização de clientes deixa de ser fruto da complexidade operacional e passa a ser mérito da arquitetura de TI.

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Redação Finanças KDicas

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