Divulgado em 12 de julho, o resultado da 2ª edição do Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior colocou duas companhias fluminenses entre as sete vencedoras. A iniciativa conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Ministério da Igualdade Racial reconhece organizações que ampliam a presença de profissionais negros em posições de liderança e adotam políticas efetivas de diversidade.
Empreendedoras do Rio ganham visibilidade nacional
No estado do Rio de Janeiro, a The Class Professional e a Dani Embalagens Plásticas foram contempladas. À frente da primeira, a cosmetóloga e terapeuta capilar Cátia Lins relembrou que o negócio criado em 2016 nasceu de uma necessidade pessoal: cuidar de cabelos crespos e cacheados sem recorrer ao alisamento. “Sempre houve identidade e pertencimento por trás dos fios”, contou.
Cátia explica que a empresa se baseia em três pilares: desenvolvimento de produtos específicos, educação profissional e geração de oportunidades. “Investimos fortemente em capacitar cabeleireiros para atender um público historicamente pouco representado”, disse.
Já Danielle Caldas, diretora da Dani Embalagens, recordou que a fábrica fundada pelo pai começou na cozinha da garagem da avó e hoje sustenta uma cultura interna focada em crescimento horizontal. “Nenhum líder foi contratado para o cargo; todos cresceram internamente”, afirmou.
Práticas de gestão que viram referência
Entre as ações avaliadas pelo prêmio estão:
- programas de capacitação de equipes com enfoque em carreira;
- canais confidenciais de denúncia e tolerância zero ao assédio;
- regulamentos internos que garantem igualdade de oportunidades para contratação e promoção.
Segundo Danielle, essas medidas foram formalizadas para que a atenção às necessidades dos funcionários não dependesse apenas da boa vontade da liderança. O resultado, de acordo com ela, é maior engajamento e retenção de talentos.
Reconhecimento e oportunidades no comércio exterior
Os finalistas puderam escolher entre uma agenda de negócios internacional personalizada ou a participação em promoção comercial organizada pela ApexBrasil. Ambas as modalidades visam ampliar a presença de empresas lideradas por pessoas negras e mulheres no mercado externo, ainda sub-representado segundo estudo que originou o Programa Raízes Comex.
A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, reforçou a importância da transversalidade das políticas públicas. Para ela, integrar justiça racial ao desenvolvimento econômico é prioridade do governo federal. Detalhes sobre a premiação podem ser consultados no portal oficial do MDIC.
Programa Raízes Comex: origem e metas
Lançado depois de identificar a baixa participação de pessoas negras e mulheres em cargos de comando no setor de importação e exportação, o programa oferece mentoria, capacitação e acesso a feiras internacionais. A perspectiva é que, ao diversificar quem toma as decisões estratégicas, o Brasil ganhe competitividade e amplie sua reputação de país plural nos negócios globais.
Impacto financeiro e custo de oportunidade da diversidade
Além do reconhecimento institucional, a vitória no prêmio gera benefícios tangíveis. As agendas de negócios financiadas pela ApexBrasil podem abrir portas em mercados onde cosméticos para cabelos com curvatura e soluções sustentáveis de embalagem estão em alta. Ignorar esse movimento implicaria custo de oportunidade elevado: perder share justamente quando consumidores valorizam propósito social. Para as ganhadoras, o selo de inclusão reforça reputação, facilita negociações de exportação e potencializa atração de investimentos.
Para continuar acompanhando as atualizações, acesse nossa editoria de Notícias de Finanças.
Descubra mais sobre Finanças KDicas
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
