Receita Federal: Pix não terá monitoramento individual
Receita Federal: Pix não terá monitoramento individual foi a mensagem reiterada pelo Fisco após rumores sobre possível cobrança de impostos sobre transferências a partir de 2026. O órgão esclareceu que não acompanha cada operação realizada pelo sistema de pagamentos instantâneos, embora já receba, há anos, o volume global das movimentações financeiras de pessoas físicas e jurídicas.
Como a Receita obtém as informações
Os dados chegam por meio do e-Financeira, plataforma em que bancos e demais instituições enviam relatórios periódicos. O cruzamento abrange todas as formas de transferência — Pix, TED, boletos ou cartões — e aciona alertas quando os valores ultrapassam limites mensais definidos pela legislação.
Limites atualizados para reporte
Desde a publicação da Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025, as instituições devem informar:
• movimentação superior a R$ 5 mil por mês para cada CPF;
• movimentação superior a R$ 15 mil por mês para cada CNPJ.
Os patamares substituíram os anteriores, de R$ 2 mil e R$ 6 mil, respectivamente. Ao detectar discrepâncias entre a movimentação e a renda declarada, a Receita Federal pode incluir o contribuinte na malha fina para exigir comprovação da origem dos recursos.
O que pode gerar questionamentos
Entre os pontos mais sensíveis estão:
• Rendimentos incompatíveis com salários, pró-labore ou declarações de imposto de renda;
• Transferências recorrentes entre pessoas físicas e doações não declaradas;
• Venda de produtos ou serviços sem nota fiscal, prática comum na informalidade.
Mesmo isentas de tributação até R$ 5 mil mensais, as vendas devem ser informadas. Negociações de maior valor, como automóveis ou imóveis, obrigam o contribuinte a apurar ganho de capital.
Boato de tributação em 2026
No início do ano circularam rumores sobre a criação de um imposto específico para o Pix a partir de 2026. A Receita Federal negou qualquer estudo nesse sentido e reforçou que nenhuma regra nova foi publicada.
Organização financeira evita malha fina
Especialistas recomendam separar contas pessoais e empresariais, guardar comprovantes de receitas e despesas e registrar corretamente empréstimos e doações. A documentação facilita a prestação de contas e diminui o risco de autuação.
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