Reforma Tributária 2026: empresas se preparam para IBS e CBS
Reforma Tributária 2026: empresas se preparam para IBS e CBS marca o início de uma profunda mudança no modelo de tributação sobre consumo no Brasil. A partir de janeiro de 2026, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituirão tributos atuais e exigirão ajustes imediatos na emissão de documentos fiscais, rotinas internas e sistemas das companhias.
Novos campos nas notas fiscais eletrônicas
Com a reforma, NF-e e NFC-e passarão a conter dois campos essenciais: o CST-IBS/CBS, que define a situação tributária da operação, e o cClassTrib, responsável por classificar cada item conforme tributação integral, alíquota reduzida, isenção, imunidade, diferimento ou regimes especiais. Mesmo remessas sem imposto devido, como conserto ou demonstração, deverão ser registradas, exigindo revisão completa de cadastros de produtos e serviços.
Período de transição em 2026
A Nota Técnica 2025.002, versão 1.33, estabelece que os novos campos serão obrigatórios, porém, durante 2026, notas fiscais incompletas não serão rejeitadas pelos sistemas da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. Segundo Márcio Massao Shimomoto, presidente da King Contabilidade, essa flexibilização deve ser vista como “momento para testar processos e corrigir falhas”, garantindo conformidade quando a validação automática passar a valer.
No primeiro ano, contribuintes do regime normal estarão dispensados do recolhimento de IBS e CBS, desde que cumpram rigorosamente as obrigações acessórias. Falhas no preenchimento das informações ou no envio para apuração assistida podem resultar em perda da dispensa e autuações, reforçando a necessidade de controles sólidos desde já.
Rotinas internas precisam ser revistas
A implementação do IBS e da CBS exigirá atualização de ERP, reorganização de cadastros e treinamento das equipes de contabilidade, fiscal, faturamento e TI. Especialistas alertam que erros de classificação podem gerar perda de créditos, retrabalho e inconsistências, impactando competitividade e fluxo de caixa. A integração entre departamentos será decisiva para que a complexidade inicial se transforme em processos mais simples e padronizados no médio prazo.
Para Shimomoto, quem iniciar a adaptação ainda em 2024 ganhará vantagem competitiva quando as novas exigências entrarem plenamente em vigor: “Empresas preparadas reduzirão divergências e modernizarão a relação com o fisco”.
O período de transição criado pela reforma tributária é oportunidade estratégica para revisar cadastros, testar sistemas e capacitar equipes, evitando autuações e assegurando operações fluidas quando a exigência for definitiva.
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