Reforma Tributária exige adequação fiscal até 2026

Reforma tributária exige adequação fiscal até 2026

Reforma Tributária exige adequação fiscal até 2026

Reforma Tributária exige adequação fiscal até 2026. Empresas que não parametrizarem seus sistemas para a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) até 5 de janeiro de 2026 podem ficar impossibilitadas de emitir notas fiscais eletrônicas, o que paralisa totalmente as operações.

Risco de paralisação sem nota fiscal

A Receita Federal finaliza a integração da CBS aos documentos fiscais digitais. Segundo a norma técnica em desenvolvimento, a transmissão de notas dependerá do envio correto dos novos campos tributários. Caso o layout não esteja atualizado, o fisco recusará o arquivo, impedindo faturamento e circulação de mercadorias.

O diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, alerta que a imposição não está na lei, mas na norma técnica: sem o ajuste do ERP, não há nota, logo, não há venda. A exigência atinge principalmente empresas enquadradas no Lucro Real e no Lucro Presumido, mas também alcança negócios menores que já utilizam NF-e.

Dupla contabilidade até 2033

A Reforma Tributária prevê convivência, até 2033, dos tributos atuais sobre consumo (PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI) com a CBS e o futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nesse período, as organizações terão de manter duas estruturas fiscais simultâneas, elevando a complexidade contábil e exigindo planejamento cuidadoso.

O advogado Lucas Barducco, do Machado Nunes Advogados, recomenda simulações prévias para verificar a carga atual e projetar o impacto do IBS e da CBS. Falhas nessa projeção podem gerar inconsistências que bloqueiam a emissão de documentos e a apuração de tributos.

Passos essenciais para a adaptação

Especialistas indicam três frentes prioritárias:

1. Gestão e planejamento: revisar preços, custos e regime tributário para mensurar o novo ônus fiscal.

2. Contratos e rotinas: atualizar cláusulas de repasse de tributos em acordos com fornecedores e clientes.

3. Sistemas e tecnologia: adequar ERPs, cadastros e layouts para preencher corretamente os campos da CBS.

Setores como serviços, saúde, educação, tecnologia e construção civil, tradicionalmente sujeitos a regimes cumulativos, tendem a sentir impacto maior e precisam antecipar ajustes.

Sem atualização tecnológica, o risco não é apenas de autuação, mas de paralisação completa das atividades, reforça Domingos. A preparação imediata garante conformidade, continuidade operacional e competitividade quando a CBS se tornar obrigatória.

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Redação Finanças KDicas

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