Reforma Tributária: seis erros que podem custar caro
Reforma Tributária: seis erros que podem custar caro já pressionam o caixa de micro e pequenas empresas em plena fase de transição do novo sistema de impostos sobre o consumo.
Precificação desatualizada
Manter a formação de preços baseada em modelos antigos ignora a chegada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e, em casos específicos, do Imposto Seletivo (IS). A carga tributária passa a variar conforme produto, serviço e local de consumo, exigindo integração entre custos, tributos, margens e canais de venda.
Confusão entre gestão financeira e fiscal
A gestão financeira cuida de fluxo de caixa; a gestão fiscal garante conformidade e apuração de tributos. Confundir os dois universos pode levar a decisões equivocadas, sobretudo porque, durante a transição, coexistem dois regimes de recolhimento e novas regras de crédito e débito.
Tributação no destino sem controle regional
Com a mudança do princípio de origem para destino, o imposto passa a considerar onde está o cliente. Sem controles por região, canal e tipo de operação, a empresa perde visibilidade de custos e pode ter margens corroídas.
Aproveitamento incorreto de créditos
A não cumulatividade traz justiça tributária, mas apenas para quem domina seus dados. Sem registros precisos de compras, fornecedores e classificação correta de itens, muitos créditos deixam de ser apropriados, elevando o desembolso tributário desnecessariamente.
Estoque tratado só como logística
Na nova lógica, estoque influencia preço, margem e créditos fiscais. Custos imprecisos ou classificação inadequada impactam diretamente o cálculo do IBS e do IS, podendo gerar recolhimentos a maior e perda de competitividade.
Contratos de serviços sem revisão
O fim do ISS não elimina a tributação sobre serviços, apenas a incorpora ao IBS. Sem revisão de contratos e modelos de cobrança, prestadores podem absorver acréscimos de custo que deveriam ser repassados, comprometendo a rentabilidade.
De acordo com Glaudson Ferreira, da GestãoClick, antecipar ajustes operacionais, investir em integração de dados e revisar processos são ações fundamentais para que micro e pequenas empresas atravessem a transição da Reforma Tributária com eficiência e margem preservada.
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