Reforma Tributária altera importação e exportação
Reforma Tributária muda a mecânica de cobrança de tributos na importação e exportação, pressionando o capital de giro de empresas que atuam no comércio exterior e exigindo governança fiscal rigorosa.
Importação: recolhimento antecipado de CBS e IBS
Com a substituição do PIS e da Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o pagamento dos tributos continuará a ocorrer no desembaraço aduaneiro. A lógica de recolhimento antecipado permanece, mas o crédito gerado poderá demorar a ser recuperado, elevando a demanda por capital de giro, sobretudo em importadoras de margem ajustada.
Especialistas alertam que o planejamento tributário e financeiro precisará ser reforçado para evitar perda de rentabilidade. A não cumulatividade ampliada transforma erros de NCM ou de parametrização fiscal em perda direta de crédito, tornando a gestão fiscal parte essencial da competitividade.
Exportação mantém alíquota zero, mas exige controle
As vendas ao exterior seguem com alíquota zero para CBS e IBS, preservando a desoneração das exportações. No entanto, cresce a importância de monitorar os créditos acumulados ao longo da cadeia produtiva. Sem acompanhamento adequado, há risco de acúmulo de créditos sem liquidez, comprometendo o fluxo de caixa.
Empresas que já adotam sistemas de gestão fiscal integrados tendem a converter esses créditos de forma mais ágil, mantendo a vantagem financeira de exportar.
Governança fiscal vira diferencial competitivo
A reforma reforça a necessidade de contabilidade especializada em comércio exterior, capaz de integrar áreas fiscal, financeira e estratégica. Antecipar ajustes antes de 2026 pode garantir vantagem sobre concorrentes que deixarem mudanças para a última hora.
Para especialistas, antecipação, revisão de processos e treinamento de equipes são ações decisivas para manter a competitividade em operações internacionais.
No cenário pós-reforma, governança fiscal eficiente será fator determinante para o sucesso nas transações externas. Empresas que se prepararem agora estarão à frente quando as novas regras entrarem em vigor.
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