Reforma tributária: riscos de pagar imposto a mais em 2026

Reforma tributária: riscos de pagar imposto a mais em 2026

Reforma tributária: riscos de pagar imposto a mais em 2026

Reforma tributária: riscos de pagar imposto a mais em 2026 começa a preocupar empresas que, sem perceber, já gastam além do necessário nos primeiros meses do ano e podem agravar perdas com a chegada do novo sistema de IBS e CBS.

Pagamentos excessivos no modelo atual

O primeiro trimestre costuma passar despercebido no calendário fiscal, mas é nesse período que muitos negócios repetem rotinas do ano anterior e acabam recolhendo tributos indevidos. Segundo o tributarista Marcelo Costa Censoni Filho, o problema é silencioso: como não há multa imediata, o pagamento maior parece normal e corrói o caixa ao longo do ano.

Transição para IBS e CBS

Em 2026, a fase de testes da reforma tributária adiciona complexidade. Levantamentos de mercado mostram que parte relevante das empresas ainda não estruturou um plano de adaptação à nova sistemática. A falta de preparo gera dupla ineficiência: manutenção de erros no regime antigo e vulnerabilidade na migração para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Consequências financeiras e operacionais

Além de reduzir margens e competitividade, o recolhimento maior de tributos afeta a estratégia de fluxo de caixa. Com o split payment, previsto na reforma, o imposto será pago no momento da operação, encurtando o intervalo que muitas companhias utilizam como capital de giro. Sem ajustes prévios, a mudança pressiona o caixa já nos primeiros meses da adaptação.

Adequações tardias nos sistemas de emissão de documentos fiscais também podem provocar rejeição de notas e atrasos no faturamento, alerta Censoni.

O que fazer no primeiro trimestre de 2026

Especialistas recomendam revisar créditos acumulados, renegociar contratos e testar sistemas ainda no início do ano. A empresa que agir agora corrige distorções passadas e chega preparada ao novo modelo tributário. Quem adiar tende a “pagar duas vezes”: pelos erros recorrentes e pelo custo de uma adaptação emergencial.

Ignorar a revisão pode transformar um detalhe técnico em um problema estrutural de caixa, sobretudo em um cenário de margens pressionadas e intensa concorrência.

Para aprofundar-se em outros impactos econômicos da reforma, visite nossa editoria de Finanças e continue atualizado.


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Redação Finanças KDicas

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