Rotatividade de CEOs bate recorde em 2025, aponta estudo

Rotatividade de ceos bate recorde em 2025, aponta estudo

Rotatividade de CEOs bate recorde em 2025, aponta estudo

Rotatividade de CEOs atinge nível histórico em 2025, com 176 nomeações e 174 saídas apenas até o terceiro trimestre, segundo o Global CEO Turnover Index da Russell Reynolds Associates.

Investidores aceleram mudanças nos comandos

A pesquisa mostra que os líderes permanecem no cargo, em média, 7,2 anos, contra 8,4 anos registrados em 2021 e 2023. Em setores mais voláteis, o mandato cai a 4,9 anos, menor patamar desde o início da série, em 2018. Ao todo, 191 campanhas ativistas foram contabilizadas neste ano, 19% acima da média de longo prazo, evidenciando investidores mais exigentes e conselhos dispostos a agir com rapidez diante de desalinhamentos estratégicos.

O levantamento abrange companhias listadas nos 13 principais índices globais, incluindo S&P 500, FTSE 100, DAX 40 e Nikkei 225. A pressão crescente resulta em processos de sucessão mais ágeis e em rigor adicional na avaliação de desempenho da alta liderança.

Primeiros mandatos dominam, mas mulheres seguem à margem

Entre os novos chefes, 88% assumem o cargo pela primeira vez, superando os 85% observados em 2024. A preferência recai sobre perfis considerados mais adaptáveis, com visão inovadora para enfrentar ambientes de mercado cada vez mais complexos. Paralelamente, executivos veteranos vêm optando por não buscar um segundo mandato, citando maior carga emocional e escrutínio público.

Apesar da renovação, a representatividade feminina pouco evolui. As mulheres foram responsáveis por 7,3% das saídas e apenas 8% das entradas no topo das organizações, proporções praticamente inalteradas em relação aos anos anteriores. O dado evidencia que o espaço aberto pela alta rotatividade não tem se traduzido em maior diversidade de gênero nas lideranças globais.

Novo paradigma de governança corporativa

Para Jacques Sarfatti, sócio-diretor da Russell Reynolds no Brasil, o cenário atual reflete “um momento sem precedentes”, com conselhos mais ágeis e um imperativo de execução veloz. “O papel do CEO nunca foi tão desafiador; a sucessão passou a ser tratada como elemento estratégico fundamental”, afirma.

Mesmo diante da movimentação recorde, algumas empresas mantêm ciclos mais longos, alcançando mandatos médios próximos a nove anos, prática comum em ecossistemas de maior estabilidade regulatória e competitiva.

O estudo conclui que a combinação de ciclos mais curtos, pressão de investidores e busca por inovação redesenha o perfil da liderança global — mas deixa claro que avanços significativos na inclusão feminina ainda dependem de ações deliberadas.

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Redação Finanças KDicas

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