Segurança cibernética: fator humano domina defesa digital
Segurança cibernética: fator humano domina defesa digital. Relatório da Verizon aponta que 68% das violações globais envolvem falhas humanas, como phishing e uso inadequado de credenciais, reforçando que pessoas continuam sendo a principal porta de entrada para ataques.
Ataques ganham sofisticação com IA
O Global Cybersecurity Outlook 2026, do World Economic Forum, destaca a crescente complexidade dos golpes e o uso intensivo de inteligência artificial por criminosos para personalizar iscas digitais. No Brasil, onde 89,1% da população já está conectada, a preocupação cresce: a parcela de usuários que evita serviços on-line por temer vazamentos saltou de 15,6% em 2022 para 22,5% em 2024, segundo o IBGE.
Para Fernando Corrêa, CEO da Security First, a combinação de automação e IA torna os ataques “mais precisos do que nunca”. O executivo observa que os golpistas exploram momentos de pressa ou distração dos colaboradores: um clique em e-mail suspeito ou o compartilhamento inadvertido de senha pode custar milhões.
Trabalho híbrido amplia superfície de risco
Com equipes acessando sistemas corporativos de aeroportos, cafés ou redes públicas de Wi-Fi, a exposição cresce exponencialmente. “O risco não está apenas no escritório”, alerta Corrêa. Protocolos específicos para quem trabalha em trânsito e ferramentas que protejam conexões fora da empresa tornaram-se indispensáveis.
Seis frentes para reduzir vulnerabilidades humanas
Especialistas recomendam uma estratégia contínua que envolva pessoas, processos e tecnologia. Entre as ações prioritárias estão:
1) Treinamento recorrente e contextualizado, com simulações realistas.
2) Protocolos claros para decisões envolvendo dados, pagamentos ou acessos urgentes.
3) Autenticação multifator como padrão em sistemas críticos.
4) Monitoramento automatizado para identificar anomalias em tempo real.
5) Revisão periódica de permissões, alinhada ao princípio do menor privilégio.
6) Testes e simulações de resposta a incidentes para revelar falhas antes que virem crises.
Corrêa reforça que reconhecer o colaborador como “primeira linha de defesa” aumenta a capacidade das organizações de identificar riscos precocemente e manter a operação estável em um cenário digital dinâmico.
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