Serviços de tecnologia lideram economia em 2026
Serviços de tecnologia lideram economia em 2026. Mesmo diante de juros altos, crédito caro e um cenário externo cauteloso, o segmento deve crescer 1,9% no próximo ano e se manter como principal motor da atividade econômica brasileira, aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Transformação digital vira condição de sobrevivência
A demanda por serviços de tecnologia ganhou força à medida que empresas buscam ganhos de eficiência, redução de custos e aumento de produtividade. Automação de processos, uso intensivo de dados, inteligência artificial e integração de sistemas substituem rotinas manuais, diminuem desperdícios e fortalecem a competitividade, sobretudo em períodos de restrição de crédito.
Setor de serviços ganha protagonismo global
O avanço do setor de serviços sobre o de bens é uma tendência mundial. No Brasil, tal movimento se intensifica quando o acesso ao capital fica mais difícil: investimentos com retorno previsível, como softwares, cloud, cibersegurança e plataformas de dados, tornam-se prioridade. Esses recursos sustentam áreas como logística inteligente, meios de pagamento digitais, atendimento ao cliente, compliance e governança, preservando margens e melhorando fluxo de caixa.
Custo da tecnologia importada pressiona competitividade
Um obstáculo permanece: cerca de 40% a 50% do valor pago por serviços de TI no país corresponde a tributos, câmbio e encargos financeiros. O dólar elevado agrava o problema, tornando a adoção de soluções estrangeiras mais cara e corroendo a competitividade das companhias locais. Empresas capazes de otimizar operações internacionais, utilizar acordos fiscais e estruturar rotas de pagamento eficientes passam a oferecer vantagem estratégica a clientes de diversos setores.
Exportação de software é oportunidade subexplorada
Com o crescimento doméstico moderado, a exportação de serviços digitais surge como alternativa para diversificar receitas e captar moeda forte. Menos de 0,1% das empresas brasileiras exportam serviços atualmente, percentual considerado irrisório em comparação com outras economias. A internacionalização, portanto, deixa de ser apenas estratégia de expansão e torna-se fator de sobrevivência e retenção de talentos, beneficiando-se do câmbio favorável ao exportador.
Especialistas defendem que políticas públicas mais claras para o setor de serviços, ambiente regulatório previsível e incentivos à exportação sejam decisivos para que o Brasil aproveite a revolução digital e sustente ciclos de crescimento mais sólidos a partir de 2026.
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