O Presidente dos Estados Unidos descartou a possibilidade de afastar Jerome Powell da liderança da Reserva Federal (Fed) e minimizou o aumento de custos na remodelação da sede do banco central, orçada agora em 2,5 mil milhões de dólares.
Visita ao edifício do Fed
Donald Trump visitou a sede da instituição em Washington na quinta-feira, 24 de julho, acompanhado por Powell. À saída, afirmou que “os custos saíram do controlo, e isso acontece em obras”, sinalizando que não responsabiliza diretamente o presidente do Fed pela derrapagem orçamental. O projecto, alvo de críticas no Congresso devido a itens considerados luxuosos, continua assim sem alterar o cargo de Powell.
Pressão sobre a política monetária
Há meses que Trump insiste num corte dos juros para perto de 1 %, face ao intervalo actual de 4,25 % a 4,50 % ao ano. Apesar dessa pressão, o chefe de Estado garantiu que “não há qualquer pressão” para a renúncia de Powell e classificou uma eventual destituição como “um passo muito grande e desnecessário”.
O mandato do presidente do Fed termina em maio de 2026. Trump indicou ter “uma, duas ou talvez três” opções para o substituir após esse período, mas sublinhou que, por agora, espera que Powell “faça a coisa certa”, em referência ao corte das taxas.
Com esta declaração, o líder norte-americano reduz a tensão que se vinha acumulando entre a Casa Branca e o banco central, marcando uma pausa na especulação sobre uma possível intervenção direta na autoridade monetária.
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