O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Banco Central do Brasil (BCB) confirmaram a exposição de 11 003 398 registos de chaves Pix no Sistema de Busca de Activos do Poder Judiciário (Sisbajud). A falha ocorreu entre 20 e 21 de julho de 2025 e constitui o maior incidente com o sistema de pagamentos instantâneos desde o seu lançamento em 2020.
Falha operacional no sistema judicial
Utilizado por magistrados para localizar e bloquear activos financeiros em processos judiciais, o Sisbajud permitiu acessos não autorizados devido a uma falha operacional. Segundo o CNJ, apenas dados cadastrais foram afetados, sem comprometimento de saldos, senhas ou extratos.
Os órgãos declararam que a vulnerabilidade já está a ser analisada internamente. O caso foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que poderá avaliar responsabilidades à luz da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Medidas e orientações
O Banco Central acompanha as acções corretivas e assegura que o Pix continua seguro. Para consulta individual, o CNJ prevê disponibilizar um canal oficial no seu portal; a data de activação ainda não foi divulgada.
Especialistas em segurança recomendam que os utilizadores monitorizem movimentos bancários e desconfiem de mensagens que solicitem informações pessoais, uma vez que dados expostos podem facilitar esquemas de phishing.
Comparação com incidentes anteriores
Até agora, o maior vazamento envolvendo o Pix registava 414 526 chaves, em agosto de 2021, ligado à cooperativa Ailos. O episódio actual, com mais de 11 milhões de registos, supera largamente esse número e surge quando o total de chaves ativas ultrapassa 700 milhões.
Empresas que utilizam o Pix em larga escala, sobretudo para pagamentos a fornecedores e salários, são aconselhadas a rever políticas de protecção de dados para mitigar riscos reputacionais e operacionais.
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