Atrasos de pagamento na América Latina sobem 26% em 2025

Atrasos de pagamento na américa latina sobem 26% em 2025

Atrasos de pagamento na América Latina sobem 26% em 2025

Atrasos de pagamento na América Latina sobem 26% em 2025 — levantamento da Coface mostra que 77% das companhias registraram inadimplência, enquanto o prazo médio de cobrança avançou de 53 para 59 dias.

Crédito restrito obriga empresas a prolongar prazos

O estudo ouviu mais de 300 empresas na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador e Peru. Para Patricia Krause, economista-chefe da Coface, os juros elevados e a dificuldade de acesso ao crédito pressionaram as companhias a conceder prazos maiores para preservar vendas. “Em um ambiente financeiro restritivo, estender prazos é uma estratégia para manter a carteira de clientes sem comprometer o fluxo de caixa”, afirma.

Duração dos atrasos cai, mas frequência aumenta

Apesar de mais frequentes, os atrasos ficaram, em média, 42 dias — dez dias a menos que em 2024. O Brasil registrou atraso médio de 36 dias, abaixo da média regional, mas foi um dos poucos países a apresentar aumento de três dias na comparação anual. O intervalo de 30 a 60 dias segue como o mais comum, porém a fatia de empresas que oferecem entre 90 e 120 dias subiu de 7% para 12%.

Setores extremos: transporte e farmacêutico

Entre os segmentos analisados, transporte apresentou o prazo mais curto, de 34 dias. Já madeira, têxtil e farmacêutico lideraram a concessão de crédito, com prazos de até 83 dias, evidenciando necessidades distintas de financiamento em cada cadeia produtiva.

Seguro de crédito ganha espaço

Diante do aumento da inadimplência, 28% das empresas já recorrem ao seguro de crédito para mitigar riscos, tendência que deve se intensificar caso os atrasos continuem crescendo, segundo a pesquisa da Coface. Outras ferramentas citadas incluem a contratação de empresas de cobrança especializadas e o uso de relatórios de dados para avaliar clientes antes de fechar negócios.

Perspectivas para 2026

A maioria dos participantes demonstra otimismo cauteloso: quase 70% esperam melhora na atividade comercial no próximo ano, amparados pela expectativa de redução das taxas de juros. No entanto, preocupações com desaceleração econômica, competição acirrada e volatilidade cambial permanecem no radar.

Em síntese, a escalada dos atrasos de pagamento pressiona fluxos de caixa e obriga companhias a adotar mecanismos de proteção, mas a expectativa de afrouxamento monetário em 2026 sustenta um cenário de recuperação gradual.

Para acompanhar outras análises sobre crédito e mercado, visite nossa editoria de notícias e continue atualizado.


Descubra mais sobre Finanças KDicas

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Sobre o autor

Redação Finanças KDicas

O site Finanças KDicas reúne uma equipe focada em produzir conteúdos informativos sobre educação financeira, investimentos e economia do dia a dia. Nosso objetivo é compartilhar conhecimento, notícias atualizadas e dicas úteis, mas ressaltamos que não oferecemos recomendações personalizadas. As informações aqui publicadas têm caráter apenas educativo, e cada leitor é responsável pelas próprias decisões financeiras.