Benefícios fiscais seguem intactos após nova instrução

Benefícios fiscais seguem intactos após nova instrução

Benefícios fiscais seguem intactos após nova instrução

Benefícios fiscais seguem intactos após nova instrução publicada pela Receita Federal do Brasil (RFB) no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23). A Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026 atualiza o anexo que lista os gastos tributários não sujeitos à redução linear de incentivos federais, substituindo a IN nº 2.305/2025 e preservando diversos dispositivos de caráter social, trabalhista, econômico e tecnológico.

Adequação às novas regras de reordenamento

O ato normativo está alinhado à Lei Complementar nº 224/2025, ao Decreto nº 12.808/2025 e à Portaria MF nº 3.278/2025, que reorganizam os incentivos tributários no âmbito da União. Com a atualização, a Receita delimita quais benefícios fiscais permanecem íntegros mesmo com a política de redução linear das renúncias federais.

Pontos preservados de maior interesse

Dentre os itens mantidos destacam-se:

• Desoneração da folha de salários, permitindo a substituição da contribuição previdenciária patronal sobre a folha pela incidência sobre a receita bruta em setores específicos.
• Contribuições reduzidas para o Microempreendedor Individual (MEI) e para o segurado facultativo de baixa renda, conforme Lei Complementar nº 123/2006.
• Dedutibilidade dos gastos empresariais com assistência médica, odontológica, farmacêutica e social destinados a empregados e dirigentes.
• Preservação integral do regime do Simples Nacional, que segue com base de cálculo e alíquotas diferenciadas para micro e pequenas empresas.
• Isenções a entidades sem fins lucrativos, instituições filantrópicas e entidades de previdência complementar fechada, abrangendo IRPJ, CSLL, PIS/Pasep e Cofins.
• Regime especial de tributação do programa Minha Casa, Minha Vida, com alíquota reduzida sobre receitas de incorporação de interesse social.
• Isenções para instituições de ensino superior participantes do Prouni, calculadas pela ocupação efetiva das bolsas.
• Incentivos à pesquisa, desenvolvimento e inovação, incluindo créditos fiscais para tecnologia da informação, semicondutores, informática e automação.

Impactos para contabilidade e planejamento fiscal

Para profissionais da contabilidade, a nova lista impõe revisão imediata do enquadramento dos incentivos utilizados por empresas e entidades no planejamento tributário de 2026. Ao delimitar claramente os benefícios preservados, a IN nº 2.307/2026 traz previsibilidade à carga tributária, facilita o compliance fiscal e orienta a gestão de créditos e deduções.

Empresas que utilizam regimes especiais, incentivos à inovação ou benefícios regionais devem reavaliar controles fiscais, escrituração e obrigações acessórias para assegurar aderência às novas regras. A continuidade de benefícios trabalhistas e sociais também exige alinhamento entre os departamentos fiscal, trabalhista e contábil, evitando inconsistências na apuração de encargos e na folha de pagamento.

Com a consolidação dos benefícios fiscais estratégicos, a Receita reforça a proteção a políticas públicas de inclusão social, habitação, educação e desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que mantém margem para redução gradual de renúncias em outras frentes.

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Redação Finanças KDicas

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