BPe e CT-e agora exigem vínculo com pagamento
BPe e CT-e agora exigem vínculo com pagamento desde a publicação, na última quinta-feira (5), das Notas Técnicas 2026.001 Versão 1.00, que determinam como os documentos fiscais eletrônicos devem referenciar as transações financeiras sujeitas ao modelo de split payment previsto na Reforma Tributária do Consumo.
O que dizem as novas Notas Técnicas
Os textos, um voltado ao Bilhete de Passagem Eletrônico (BPe) e outro ao Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), padronizam a inclusão de informações de pagamento nos DFes e criam eventos específicos para registrar ou cancelar a vinculação.
Segundo as Notas Técnicas, o vínculo é considerado estritamente necessário nas operações em que o recolhimento de tributos ocorrerá de forma segregada no momento da liquidação financeira, característica central do split payment.
Duas formas de informar o vínculo
O contribuinte poderá:
- Preencher campos próprios dentro do DFe, ou
- Gerar um evento separado que referencia o documento fiscal.
Os documentos publicados detalham a segunda alternativa, definindo layout, regras de validação e prazos.
Expectativa de pagamento, não confirmação
A vinculação registrada representa apenas a expectativa de pagamento, que pode não se concretizar. O exemplo citado é a emissão de boleto bancário que, eventualmente, não seja quitado pelo tomador do serviço.
Impacto no modelo “superinteligente” de split payment
Para transações iniciadas por fornecedor ou recebedor, o vínculo deve ocorrer antes da liquidação financeira. Quanto maior o atraso, menores as chances de execução do chamado split payment superinteligente. Se esse modelo não for possível, aplica-se o split inteligente offline, com devolução de valores retidos a maior em até três dias úteis.
Próximos passos para empresas de transporte
Transportadoras, operadoras de bilhete de passagem e seus fornecedores de software precisam atualizar sistemas para captar os novos campos ou eventos. As Notas Técnicas trazem exemplos práticos e cronograma de implantação que deve ser seguido para evitar rejeições na emissão de BPe e CT-e.
Com a adequação dos DFes às regras da Reforma Tributária do Consumo, a Receita Federal busca maior rastreabilidade entre documentos fiscais e fluxos financeiros, reduzindo sonegação e automatizando o recolhimento tributário.
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