São Paulo, 21 de julho de 2025 – Diante das críticas de consumidores que apontam aumento nos preços e equiparação com a espanhola Zara, o CEO da C&A (CEAB3), Paulo Correa, afirmou que a estratégia da rede segue ancorada em “moda democrática” e adequação ao bolso de cada público.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, o executivo destacou que “tudo é relativo” quando se fala em preço. Segundo ele, um casaco que poderia custar cerca de R$ 3 mil em outra loja sai por aproximadamente R$ 300 na C&A, mantendo percepção de qualidade.
Preços sob análise de mercado
Estudo do BTG Pactual apontou que, entre janeiro e junho deste ano, a cesta de produtos da C&A ficou 12% mais cara – a maior variação entre as varejistas analisadas. Apesar do avanço, a Zara permanece como a opção de maior valor, com alta de 1% no mesmo período.
Já o índice de preços de vestuário da XP mostrou que a Renner continua oferecendo os itens de entrada mais baratos, enquanto a C&A lidera nos produtos de maior valor agregado. Em junho, a varejista ampliou para 54% a fatia de peças em promoção, aplicando desconto médio de 38%.
Estratégia regional e uso de dados
Correa ressaltou que a política de preços varia conforme a localização. A companhia utiliza dados para definir sortimento e valores em shoppings de perfis distintos, como Iguatemi (alto padrão), Eldorado e Morumbi (classe média) e Itaquera (renda mais baixa), todos na capital paulista.
“O público de Itaquera pode trabalhar no Morumbi e comprar lá durante a semana, mas visita a loja do bairro no fim de semana”, exemplificou. Segundo ele, fatores climáticos também entram na conta: “Enquanto Porto Alegre registra 4 °C, Belém marca 30 °C; não dá para oferecer o mesmo mix nas duas praças”.
Peças versáteis para um clima imprevisível
Com as mudanças climáticas alterando a dinâmica tradicional das estações, a C&A passou a apostar em itens que se adaptem a diferentes temperaturas. “Se é um vestido no inverno, basta adicionar um casaco e a cliente está pronta para o trabalho ou para o happy hour”, explicou o CEO.
O objetivo, concluiu Correa, é que cada consumidor encontre “a sua C&A” em qualquer unidade do país, com oferta e preços alinhados ao perfil local.
Com informações de Seu Dinheiro
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