Cibersegurança: proteção de dados vira fator crítico

Cibersegurança: proteção de dados vira fator crítico

Cibersegurança: proteção de dados vira fator crítico

Cibersegurança: proteção de dados vira fator crítico é o alerta que emerge do Microsoft Digital Defense Report 2025, segundo o qual mais da metade dos ataques tem motivação de extorsão ou ransomware, e 80% incluem roubo de dados.

Extorsão domina o cenário de ameaças

O estudo mostra que apenas 4% dos incidentes investigados buscavam espionagem pura; o restante visava lucro direto. Ainda de acordo com o relatório, 97% das tentativas de violação de identidade exploram credenciais vazadas. Com ataques baseados em inteligência artificial ampliando o alcance de campanhas de phishing, criminosos passam a “entrar” em vez de “invadir”, usando logins legítimos para se mover dentro das empresas.

Riscos além da tecnologia

Para o Grupo OSTEC, referência nacional em segurança da informação, as principais vulnerabilidades se concentram em controle de acessos, gestão de senhas e visibilidade sobre quem utiliza quais dados. “Quando esses pontos falham, a organização até tem tecnologia, mas perde o controle dos próprios ativos”, afirma Jardel Torres, sócio da consultoria. Levantamentos globais indicam que 88% das companhias sofreram ao menos um incidente no último ano e 43% enfrentaram múltiplos ataques.

Governança e normas ISO fortalecem defesa

A consultoria Dédalo destaca que as normas ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701 ajudam a transformar proteção de dados em processo contínuo. A primeira estabelece a base de gestão de riscos, enquanto a segunda integra requisitos da LGPD. “Sem governança, um vazamento vira crise jurídica e reputacional; com ela, torna-se um evento controlável”, explica Marcos Gomes, sócio-fundador da empresa. Mesmo assim, o fator humano segue crítico: cliques em links maliciosos e senhas fracas permanecem entre as principais causas de violações.

Reconhecimento facial exige uso ético

Ao lidar com dados biométricos, a startup Deconve adota o conceito Privacy by Design. A solução de reconhecimento facial da empresa registra apenas indivíduos envolvidos em furtos comprovados e utiliza modelos biométricos em vez de imagens cruas, com prazos claros de retenção. “O sistema não toma decisões punitivas automaticamente; ele serve de apoio à atuação humana”, reforça o CEO, Rodrigo Tessari. A meta é triplicar o faturamento até 2026, alcançando cerca de R$ 6 milhões.

Investimentos crescerão para US$ 240 bi

Com gastos globais previstos para saltar de US$ 213 bilhões em 2025 para US$ 240 bilhões em 2026, especialistas concordam que proteger informações deixou de ser responsabilidade apenas do departamento de TI. Falhas podem paralisar operações, gerar multas e destruir reputações, tornando a cibersegurança elemento central para a sustentabilidade dos negócios.

Empresas que tratam segurança, governança e cultura de privacidade de forma integrada demonstram maturidade perante clientes, reguladores e investidores. Elas ganham tempo de resposta a incidentes, reduzem perdas financeiras e reforçam a confiança do mercado.

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