Cibersegurança no setor financeiro exige nova estratégia
Cibersegurança no setor financeiro exige nova estratégia à medida que bancos, seguradoras e fintechs aceleram a adoção de soluções digitais, inteligência artificial e nuvem para atender clientes que exigem aprovações instantâneas e pagamentos em tempo real.
Velocidade digital amplia a superfície de ataque
Nos últimos anos, o segmento migrou de um modelo baseado em agências para um ecossistema totalmente digital, com aprovações de empréstimos por IA e ferramentas de poupança personalizadas lançadas globalmente em semanas. Cada nova plataforma, porém, eleva a complexidade operacional e expande os pontos vulneráveis a ataques cibernéticos, falhas regulatórias e interrupções.
Organizações que ainda dependem de infraestruturas legadas enfrentam milissegundos decisivos para receita e conformidade. Nesse cenário, velocidade significa avançar rápido, mas também na direção certa, equilibrando agilidade com resiliência.
Shadow IT e IA generativa agravam riscos
Relatório de Ameaças da Netskope revela que 92% dos profissionais do setor usam aplicativos pessoais no trabalho; 13% transferem dados corporativos confidenciais para esses serviços não gerenciados. Das violações detectadas, 74% envolvem informações financeiras altamente regulamentadas.
O estudo aponta ainda que 54% recorrem a ferramentas de IA generativa sem aprovação da empresa, ampliando a exposição a vazamentos. A busca por produtividade individual, quando desvinculada de controles formais, compromete a governança e coloca em risco a confiança do cliente.
Do perímetro estático ao modelo zero trust
Muitas instituições mantêm estratégias de segurança criadas para ambientes fechados, mesmo após migrar dados para a nuvem. Segundo Claudio Bannwart, country manager da Netskope no Brasil, resolver o “paradoxo da velocidade” exige integrar a análise de riscos em cada etapa de inovação, adotando uma visão unificada de dados, IA e comportamento de usuário.
Com controles modernos e abordagem zero trust, a segurança deixa de ser barreira e se torna catalisador de crescimento. A meta é gerir riscos e incrementar a velocidade em pesos iguais, preparando o negócio para competir na economia digital sem comprometer a confiança.
Manter o ritmo de inovação sem descuidar da proteção de dados tornou-se imperativo. Instituições que adotarem estratégias de cibersegurança alinhadas à transformação digital definirão a nova competitividade do setor financeiro.
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