Empresas que mais pagam tributos: Petrobras lidera ranking
Empresas que mais pagam tributos concentram parcela relevante da arrecadação federal, estadual e municipal em 2024, segundo estudo da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento, divulgado em 1º de dezembro e apresentado em São Paulo no dia 4, coloca a Petrobras na liderança ao recolher R$ 190,259 bilhões em impostos, contribuições e taxas.
Petrobras ocupa o topo com R$ 190,3 bilhões
A estatal de petróleo aparece isolada na primeira posição do ranking, reforçando o peso do setor energético na sustentabilidade fiscal do país. O valor inclui tributos de todas as esferas de governo e dados da Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
Ambev e Itaú completam o pódio
Na segunda colocação, a Ambev S.A. desembolsou R$ 41,207 bilhões, enquanto o Itaú Unibanco Holding S.A. figura em terceiro lugar, com R$ 25,72 bilhões pagos ao setor público. As cifras evidenciam a diversidade da base arrecadatória, que engloba bebidas e serviços financeiros.
Impacto econômico vai além dos cofres públicos
Para Pablo Cesário, presidente executivo da Abrasca, as companhias listadas funcionam como “coluna vertebral da economia nacional e pulmão fiscal do país”. Ele defende que o fortalecimento do mercado de capitais amplia competitividade e produtividade.
O coordenador do estudo, professor Márcio Holland, da FGV EESP, destacou o papel das empresas na geração de empregos qualificados. Em 2024, as companhias analisadas destinaram R$ 344,3 bilhões em remuneração direta a 2,8 milhões de trabalhadores, média de R$ 10.250 mensais — 2,8 vezes o salário médio nacional de R$ 3.700, segundo dados da RAIS.
Tributação reflete responsabilidade social
Rodrigo Moccia, presidente da Comissão de Relações Institucionais e Governamentais da Abrasca, afirmou que os valores pagos fazem parte da contribuição social das grandes corporações e não devem ser vistos apenas como ônus fiscal. O levantamento utiliza a DVA para evidenciar quanto da riqueza gerada é transferida ao setor público.
O estudo completo, disponível no site da Abrasca, mostra que setores estratégicos — petróleo, energia, bebidas, finanças e siderurgia — figuram entre os maiores contribuintes, reforçando o papel dessas áreas no financiamento de políticas públicas.
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