Washington, 30 jul. — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que dobra para 50% a tarifa de importação aplicada a diversos produtos brasileiros. A medida passa a valer em 6 de agosto.
O que muda na cobrança
A nova alíquota incide sobre itens como café, frutas in natura e carnes, segmentos relevantes da pauta de exportações do Brasil para o mercado norte-americano. De acordo com o documento da Casa Branca, a decisão integra a política de proteção à indústria doméstica e de revisão de acordos bilaterais adotada pelo governo norte-americano desde 2023.
Produtos que escapam da tarifa
Apesar do aumento geral, 694 produtos foram excluídos e permanecem livres da sobretaxa. Entre os itens poupados estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. A lista completa consta no Anexo I da ordem executiva e é considerada de “interesse nacional” pelos EUA.
Impacto para exportadores brasileiros
Especialistas em comércio exterior avaliam que o acréscimo de 50% pode reduzir a competitividade de bens agroindustriais brasileiros nos Estados Unidos. Café, carnes e frutas, que já enfrentam forte concorrência local, tendem a sofrer retração nas vendas a partir do segundo semestre de 2025.
Empresas exportadoras e profissionais da área contábil são orientados a consultar a relação de exceções e readequar estratégias de mercado, logística e classificação fiscal. Ajustes em acordos comerciais e revisão de tabelas de exportação também são recomendados para mitigar impactos financeiros.
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