Exclusão do SIMEI: quase 4 milhões de MEIs afetados
Exclusão do SIMEI: quase 4 milhões de MEIs afetados em 2025, segundo a Receita Federal, que retirou 3.942.902 registros do regime simplificado após cruzamentos de dados e revisões cadastrais em todo o país.
Cadastros inativos e débitos lideram os cortes
Embora os motivos para a exclusão do SIMEI sejam variados, a maior parte das baixas decorreu de cadastros inativos ou abandonados e de dívidas fiscais. O órgão identificou milhares de CNPJs sem movimentação ou com pendências de pagamento, resultando em desligamentos automáticos do sistema.
Excesso de faturamento continua relevante
O desenquadramento do MEI por faturar acima do limite anual de R$ 81 mil seguiu sendo expressivo. Mais de 83 mil microempreendedores deixaram o SIMEI por essa razão: 60.637 ultrapassaram o teto em até 20%, 18.591 excederam em mais de 20% e 3.720 superaram o valor já no primeiro ano de atividade. Em 2024, o volume havia sido ainda maior, com 571 mil exclusões, indicando uma fiscalização cada vez mais rigorosa.
Cruzamento digital amplia a fiscalização
A Receita Federal integrou informações da e-Financeira, operadoras de cartão, marketplaces, notas fiscais eletrônicas e transações por Pix. Esses cruzamentos expõem inconsistências entre a movimentação financeira real e o que é declarado na DASN-SIMEI, acelerando a identificação de omissões e fraudes.
Outras hipóteses de vedação
Além do limite de receita, o empreendedor perde o enquadramento se:
- exercer atividade fora do Anexo XI;
- incluir sócio ou abrir filial;
- contratar mais de um empregado ou pagar acima do teto permitido;
- participar de outra empresa;
- praticar contrabando ou descaminho.
Penalidades administrativas e criminais
Quem permanece irregular no MEI pode sofrer desenquadramento retroativo, com recolhimento de impostos como se fosse microempresa e multas de até 150% em caso de fraude. Na esfera penal, a omissão de receitas pode configurar crime contra a ordem tributária, com pena de dois a cinco anos de reclusão.
Boas práticas para evitar problemas
Especialistas recomendam:
- monitorar o faturamento mês a mês;
- separar contas pessoais e empresariais;
- emitir notas fiscais regularmente, mesmo para pessoas físicas;
- controlar compras para que não superem 80% do faturamento declarado;
- planejar a migração para microempresa se a expansão do negócio exigir.
Manter dados bancários, vendas e declarações alinhados reduz significativamente o risco de autuação.
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