Imposto Seletivo segue sem data para chegar ao Congresso

Imposto seletivo segue sem data para chegar ao congresso

Imposto Seletivo segue sem data para chegar ao Congresso

Imposto Seletivo segue sem data para chegar ao Congresso, aumentando a incerteza sobre quando o projeto de lei que regulamentará o tributo será finalmente protocolado no Legislativo.

Cronograma indefinido após retomada parlamentar

No início de 2026, a expectativa do governo era encaminhar o texto logo após a volta dos trabalhos no Congresso Nacional. O prazo, porém, expirou sem qualquer movimento oficial, e interlocutores agora trabalham com cenários distintos. Parte da equipe econômica avalia enviar a proposta somente depois das eleições de outubro, para evitar que o tema contamine o debate eleitoral. Já parlamentares aliados ainda defendem a entrega até abril, embora não haja sinais concretos de articulação política.

Risco para planejamento de empresas e contadores

A ausência de um cronograma dificulta o planejamento tributário de empresas que podem ser afetadas pela nova cobrança, voltada a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas. Caso o texto chegue ao Congresso apenas no pós-eleição, o prazo entre a eventual aprovação e a entrada em vigor pode ficar abaixo de três meses, exigindo rápida adaptação de sistemas de faturamento, contratos e estratégias de precificação.

Pressão legislativa e projetos alternativos

Diante da demora do Executivo, deputados começaram a elaborar textos paralelos. Em 4 de março de 2026, parlamentares do Novo protocolaram o PLP 42/2026, que limita a alíquota do Imposto Seletivo a 5% e reforça seu caráter extrafiscal. Outra proposta em discussão prevê manter, para cada setor, carga equivalente ao atual Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a fim de preservar a arrecadação estimada para 2027.

Debates setoriais e pontos de atrito

Setores que podem sentir maior impacto já intensificam lobby no Congresso. Representantes da indústria de bebidas e das plataformas de apostas esportivas — as bets — tentam reduzir alíquotas específicas. No caso das apostas, parte dos parlamentares resiste a qualquer aumento de tributação, lembrando a exclusão de contribuição de 15% para segurança pública no recente PL Antifacção.

Próximos passos

Enquanto o governo decide a melhor janela política para enviar o projeto, empresas, contadores e consultores tributários acompanham cada sinalização para ajustar seus planejamentos. A Lei Complementar 214/2025 já fixou teto de 0,25% para bens minerais, mas todas as demais taxas dependem da regulamentação que permanece em aberto.

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