Fraudes na Black Friday: IA eleva risco no e-commerce
Fraudes na Black Friday: IA eleva risco no e-commerce. Às vésperas da principal campanha de descontos do varejo, especialistas em segurança digital alertam que a sofisticação dos golpes deve acompanhar o volume estimado de R$ 13 bilhões em vendas online no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce.
Volume de fraudes cresce com a data
Dados da Equifax BoaVista mostram que a Black Friday figura entre os períodos com maior incidência de tentativas de fraude. Em 2022, o índice atingiu 4,4%, resultado da relação entre pedidos suspeitos e transações bloqueadas. O ticket médio das fraudes chegou a R$ 1.371,87, valor bem acima da média de compras genuínas.
Inteligência artificial como aliada dos golpistas
Tecnologias de inteligência artificial generativa, como deepfakes de voz e vídeo, passaram a compor o arsenal de criminosos. Com esses recursos, são criadas identidades falsas, provas manipuladas e acessos não autorizados que burlam métodos tradicionais de autenticação. O uso de dados vazados reforça a ameaça: contas antigas ou inativas são reativadas pelos fraudadores, que contornam filtros baseados em correspondência cadastral.
Públicos mais vulneráveis
O levantamento destaca que consumidores idosos ou com menor familiaridade digital apresentam risco maior, por possuírem histórico financeiro robusto e menos conhecimento sobre as novas táticas de golpe. Especialistas defendem campanhas educativas contínuas para reduzir esse impacto.
Consumidor é a primeira linha de defesa
Para proteger a jornada de compra, analistas recomendam a combinação de autenticação multifator, análise comportamental em tempo real e monitoramento pós-transação. “Controlar o atrito sem prejudicar a experiência é o desafio”, resume o relatório. O CERT.br destaca ainda a importância de senhas fortes e da verificação de domínios antes de concluir pagamentos.
Adequação à LGPD é decisiva
Empresas que coletam e tratam dados pessoais precisam reforçar políticas de segurança e privacidade, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados. A norma exige medidas técnicas e administrativas capazes de proteger informações contra acessos indevidos, condição essencial para reduzir exposição a fraudes na Black Friday.
Rever processos internos, treinar equipes e atualizar sistemas antes do evento pode minimizar perdas financeiras e proteger a reputação da marca.
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