Imposto de importação para data centers divide indústria

Imposto de importação para data centers divide indústria

Imposto de importação para data centers divide indústria

Imposto de importação para data centers divide indústria ao entrar em pauta no Congresso por meio do Projeto de Lei 278/26, que incorpora o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) e sucede à Resolução 852 da Camex, responsável por elevar as alíquotas sobre equipamentos classificados como BK e BIT.

Tramitação em regime de urgência do PL 278/26

Protocolado com urgência, o PL 278/26 absorveu o Redata e reacendeu o debate sobre como equilibrar proteção industrial e expansão da infraestrutura digital. O texto passou a ser visto como peça-chave na política industrial voltada à tecnologia da informação, justamente quando o governo discute incentivos fiscais para o setor.

Setor digital denuncia perda de competitividade

Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Brasscom e Movimento Brasil Competitivo divulgaram nota conjunta criticando o aumento do imposto de importação para data centers. Para as entidades, a medida encarece equipamentos especializados, eleva custos operacionais e ameaça novos investimentos em nuvem, inteligência artificial e serviços on-line. Elas apontam ausência de coordenação com o Redata, classificando a decisão como “retrocesso” na construção de um ambiente favorável à infraestrutura digital.

Fabricantes defendem fortalecimento da produção nacional

No lado oposto, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) sustenta que a elevação tarifária favorece a cadeia produtiva local sem fechar o mercado. O presidente da entidade, Humberto Barbato, afirma que “não se trata de barrar o comércio exterior, mas de evitar o extrativismo digital”. Segundo a Abinee, marcas internacionais já fabricam no Brasil equipamentos com tecnologia idêntica à encontrada nos principais mercados globais.

Ex-tarifário como válvula de escape

Para atenuar eventuais gargalos, a Abinee destaca o regime de ex-tarifário, que permite reduzir temporariamente a alíquota de importação quando não existe produção equivalente no país. O instrumento, segundo a entidade, garante acesso a bens de capital, informática e telecomunicações sem comprometer projetos sensíveis.

Próximos passos no Congresso

A discussão sobre o imposto de importação para data centers deve se intensificar enquanto o PL 278/26 avança em regime de urgência. Parlamentares, governo e setor privado buscam um modelo que estimule investimentos, limite dependência externa e mantenha o Brasil competitivo no cenário digital global.

O impasse revela a complexidade de conciliar abertura comercial e política industrial em um mercado cada vez mais estratégico. A decisão final poderá definir o ritmo de expansão dos data centers e a participação da indústria brasileira nessa cadeia de valor.

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Redação Finanças KDicas

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