Imposto sobre máquinas importadas sobe e pressiona indústria
Imposto sobre máquinas importadas sobe e pressiona indústria. A Resolução GECEX nº 852/2026, aprovada no fim de janeiro, elevou gradualmente o Imposto de Importação para mais de mil bens de capital (BK) e de informática e telecomunicações (BIT), com alíquotas que podem chegar a 20%.
Nova resolução eleva alíquotas
Pelo texto da medida, as tarifas aumentam até 7,2 pontos percentuais, afetando máquinas, motores, válvulas, peças e componentes utilizados em infraestrutura, mineração e construção. O governo argumenta que a reestruturação corrige distorções tarifárias e cria espaço para políticas de desenvolvimento industrial.
Repercussão no setor produtivo
Para a indústria, o novo imposto sobre máquinas importadas tende a elevar o custo de modernização de um parque fabril já considerado obsoleto. Luciano Carlos Fracola, gerente de Assessoria Aduaneira do Fiorde Group, alerta que “o encarecimento de equipamentos compromete a competitividade em um momento de necessidade urgente de atualização tecnológica”. Pequenas e médias empresas, que dependem de equipamentos importados pela ausência de similares nacionais, também sentem o impacto.
Alternativas temporárias
Diante da pressão, a Resolução GECEX nº 853/2026 abriu a possibilidade de zerar temporariamente a alíquota para itens que já contavam com regime de Ex-Tarifário. Os pedidos podem ser apresentados até 31 de março de 2026 e, se aprovados, valem por 120 dias. Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, considera a medida positiva, mas limitada: “As empresas precisam agir rápido para aproveitar o benefício”.
Perspectivas e próximos passos
A discussão sobre o imposto sobre máquinas importadas reacende o debate entre proteger a produção local e garantir acesso a tecnologia de ponta. Especialistas defendem que tarifas mais altas podem desestimular investimentos e repassar custos ao consumidor final, gerando um efeito em cadeia sobre preços de produtos e serviços.
Empresas já revisam contratos e planejam novos cronogramas de investimento para adaptar-se ao cenário tributário. A previsibilidade, dizem analistas, será determinante para evitar paralisações de projetos e manter a competitividade do país no mercado global.
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