Incentivo fiscal amplia investimentos em segurança no trabalho

Incentivo fiscal amplia investimentos em segurança no trabalho

Incentivo fiscal amplia investimentos em segurança no trabalho

Incentivo fiscal amplia investimentos em segurança no trabalho. Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.457/2025, que autoriza empresas tributadas pelo lucro real a deduzirem do Imposto de Renda o dobro dos valores aplicados no cumprimento da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), voltada à prevenção de riscos ocupacionais.

Como funciona o benefício

Pelo texto, os gastos elegíveis poderão ser abatidos até o limite anual de 10% do lucro tributável. Caso as despesas excedam esse teto, o saldo poderá ser compensado nos dois exercícios seguintes, permitindo planejamento de longo prazo para projetos de segurança e saúde no trabalho.

Exigências da NR-1

Editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a NR-1 fixa diretrizes para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), como identificação de perigos, avaliação de riscos, planos de ação e monitoramento contínuo. A norma também determina capacitação periódica de empregados e prevê tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas, de acordo com o grau de risco.

A entrada em vigor da NR-1 está marcada para 26 de maio de 2026, o que reforça a importância de as empresas se adequarem com antecedência para aproveitar o incentivo fiscal e evitar autuações.

Impacto para contadores e empresas

Profissionais de contabilidade deverão classificar corretamente cada despesa relacionada à segurança do trabalho para garantir o aproveitamento do benefício. Além disso, será essencial monitorar o resultado fiscal trimestral ou anual para não ultrapassar o limite de 10% do lucro tributável.

Empresas com fluxo de caixa apertado podem antecipar investimentos em equipamentos de proteção, treinamentos e melhorias estruturais, amortizando o impacto financeiro por meio da dedução ampliada. Já organizações que tradicionalmente não ultrapassam o teto precisarão avaliar a viabilidade de concentrar despesas em um mesmo exercício para maximizar o crédito.

Tramitação no Congresso

O PL 6.457/2025 será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado em todas, segue direto ao Senado. Depois de chancelado pelas duas Casas, ainda precisará de sanção presidencial para entrar em vigor.

O avanço da proposta sinaliza maior valorização da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, com potencial de reduzir custos para a saúde pública e para a Previdência Social.

Para acompanhar outras mudanças que afetam a gestão financeira das empresas, visite nossa editoria de Notícias sobre Finanças e fique sempre bem-informado.


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Redação Finanças KDicas

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