Inteligência artificial na Justiça redefine investimentos
Inteligência artificial na Justiça redefine investimentos e reposiciona a gestão de recursos em tribunais, Ministério Público, Defensoria Pública e órgãos de controle, que já planejam 2026 com ênfase em automação, segurança de dados e modernização de infraestrutura.
Produtividade e automação em destaque
Levantamentos apresentados na 9ª edição do ExpoJud Digital indicam que até 70% das tarefas hoje executadas nos tribunais poderão ser automatizadas nos próximos anos. O cenário pressupõe que agentes humanos concentrem-se em decisões, supervisão e responsabilidade jurídica, enquanto robôs e algoritmos cuidam de atividades repetitivas.
Debate deixa o campo técnico
No painel “Oportunidades de investimento em tecnologia na Justiça e Controle em 2026”, o advogado e CEO do J.Ex, Ademir Piccoli, afirmou que a combinação entre IA e robótica “saiu da ficção científica e já integra a rotina das instituições”. Para Fabio Correa Xavier, diretor de TI do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a discussão atual não é mais “se” a tecnologia funciona, mas “quando” ela será escalável e totalmente adaptada ao ambiente institucional.
Prioridades até 2026
O Tribunal de Justiça de São Paulo aponta três focos para o biênio 2024-2026: segurança da informação, modernização da infraestrutura e inteligência artificial. “Ganhos de produtividade dependem de adoção responsável dessas ferramentas”, disse o secretário de TI, Marco Antonio Lopes Samaan.
No Ministério Público paulista, o assessor especial Laércio Carrasco Júnior destacou que recentes incidentes cibernéticos transformaram segurança digital em “investimento estratégico”, impulsionando também o letramento em IA dentro da instituição.
Disponibilidade de serviços e atenção ao cidadão
Para Oswaldo J. Costa da Silva Leme, diretor de TI do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, disponibilidade e resiliência são pré-requisitos para qualquer avanço em inteligência artificial. Já na Defensoria Pública de São Paulo, o CIO Douglas Schauerhuber Nunes explicou que o atendimento digital amplia o acesso à Justiça, mas exige integração de sistemas e proteção de dados para sustentar o crescimento.
ExpoJud Digital mira tendências
Transmitido ao vivo, o ExpoJud Digital abriu a agenda de 2026 do J.Ex ao reunir especialistas em inovação jurídica. O objetivo foi preparar profissionais para o uso intensivo de tecnologia em processos judiciais e na gestão de riscos institucionais, reforçando a importância da IA na Justiça brasileira.
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