Juro real do Brasil segue 2º maior do mundo após Copom
Juro real do Brasil permanece como o segundo mais elevado do planeta depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manter a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (5).
Copom mantém Selic em 15% ao ano
Pela terceira reunião consecutiva, o Copom decidiu segurar a Selic em 15% ao ano, patamar mais alto desde julho de 2006, quando a taxa básica estava em 15,25%. A escolha reflete a estratégia da autoridade monetária de conter a inflação diante de um cenário global ainda incerto.
Brasil só perde para Turquia em juros reais
Com a decisão, o juro real brasileiro ficou em 9,74%, calculado pela diferença entre a taxa nominal e a inflação projetada para os próximos 12 meses. Segundo levantamento da consultoria MoneYou, apenas a Turquia, com 17,80%, apresenta juro real superior. O Brasil supera Rússia, Argentina e Índia no ranking.
Comparação dos juros nominais
No critério nominal, a posição brasileira é a quarta maior do mundo. As primeiras colocações pertencem a Turquia (39,5%), Argentina (29%) e Rússia (16,5%). Atrás do Brasil aparecem Colômbia (9,25%), México (7,50%) e África do Sul (7%).
O cenário reforça a percepção de que o país continua atraente para fluxo de capitais de curto prazo, mas também eleva o custo do crédito interno. Analistas avaliam que novas reduções na Selic dependerão da convergência das expectativas de inflação para o centro da meta.
Com o juro real elevado e a taxa nominal estacionada, o debate sobre o equilíbrio entre atividade econômica e controle de preços volta a ganhar força entre economistas e agentes do mercado.
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