O Banco do Brasil (BBAS3) deve apresentar um novo recuo de resultado no balanço que será divulgado em 13 de agosto. De acordo com o Guia da Temporada de Resultados do 2T25 elaborado pelo BTG Pactual, o lucro líquido da instituição pode encolher até 32% em comparação com o mesmo período de 2024.
A projeção negativa reforça o mau momento dos papéis do banco. Desde maio, as ações acumulam queda de quase 30% e figuram entre os piores desempenhos da B3 em 2025. O pessimismo ganhou força após o balanço do primeiro trimestre, quando o lucro diminuiu 22,9% sobre 2024 e a inadimplência do segmento agrícola avançou.
Em relatório publicado logo após aqueles números, o BTG destacou que a deterioração foi “pior que o temido” e alertou que a situação poderia se agravar antes de melhorar. A expectativa agora é de que a carteira agrícola volte a pressionar os resultados do segundo trimestre.
Além do BTG, o banco Safra também revisou suas estimativas para baixo e projeta uma retração ainda mais acentuada, podendo chegar a 50% no lucro do Banco do Brasil.
Recomendação neutra para BBAS3
Diante das perspectivas desafiadoras, o BTG mantém recomendação neutra para BBAS3, preferindo não se posicionar na ação neste momento. O cenário contrasta com o desempenho de outros grandes bancos listados, cujos papéis já avançaram mais de 40% desde o início do ano.
Projeções para os concorrentes
No mesmo guia, o BTG espera resultados mais robustos para Itaú, Santander e Bradesco:
• Bradesco (BBDC4) – balanço em 30 de julho; lucro estimado em R$ 5,9 bilhões, alta de 27,1% ano a ano.
• Santander Brasil (SANB11) – balanço em 30 de julho; lucro projetado em R$ 3,8 bilhões, crescimento de 17,4%.
• Itaú Unibanco (ITUB4) – balanço em 5 de agosto; lucro previsto de R$ 11,3 bilhões, avanço de 10,6%.
Segundo o BTG, o setor bancário deve mostrar desempenho positivo no trimestre, exceto pelo Banco do Brasil. Ainda assim, apenas uma das três instituições rivais recebe recomendação de compra dos analistas. O banco preferido é descrito como detentor de índice de inadimplência historicamente baixo, retorno sobre patrimônio (ROE) potencial acima de 25% nos próximos dois anos e perspectiva de lucro considerada atrativa.
O nome da ação recomendada, bem como estimativas detalhadas para mais de 120 empresas, constam do guia distribuído gratuitamente pelo BTG Pactual para a temporada de balanços do 2T25.
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