Ajuste econômico acelera recuperação na Argentina e reduz inflação para 39,4% em 12 meses

Ajuste econômico acelera recuperação na argentina e reduz inflação para 39,4% em 12 meses

A Argentina vive uma combinação rara de recuperação macroeconômica rápida e ativos ainda depreciados. Dezoito meses após a posse do presidente Javier Milei, o país apresenta indicadores fiscais, monetários e sociais que apontam para uma mudança de rota significativa.

Superávit primário e avanço das reformas

O déficit primário foi revertido e deu lugar a um superávit, resultado de um pacote de corte de gastos e aumento de receita classificado pelo governo como o maior ajuste em oito décadas. A aprovação da Lei de Bases no Congresso consolidou apoio institucional às medidas.

Inflação em queda consistente

Apesar de uma maxidesvalorização de 150% do peso argentino, a inflação mostra desaceleração. Em junho de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,6%, acima de maio (1,5%), mas abaixo das estimativas do mercado. Nos últimos 12 meses, a taxa recuou de 43,5% para 39,4%. Um ano antes, o mesmo indicador estava em 79,8%. No acumulado de 2025, a alta de preços soma 15,1%.

Para 2025, o orçamento federal projeta inflação próxima de 20% e manutenção do equilíbrio das contas públicas.

Atividade econômica volta a crescer

A economia argentina registrou crescimento de 1,9% em abril sobre março e de 7,7% na comparação anual. Em maio, a expansão anual foi de 5%, marcando o sétimo mês seguido de avanço, puxado por comércio, indústria, construção civil e intermediação financeira.

Pobreza recua, mas segue elevada

Estimativas para o primeiro semestre de 2025 apontam taxa de pobreza de 31,6%, com intervalo entre 30,1% e 33,1%. O índice já superou 50% em períodos recentes.

Aprovação popular sustenta agenda

Milei mantém nível de confiança superior ao registrado nos governos Cristina Kirchner, Mauricio Macri e Alberto Fernández. Pesquisas mostram que 60% da população avaliam o presidente de forma positiva ou regular positiva.

Eleições legislativas de outubro

Em 26 de outubro de 2025 serão escolhidos 127 dos 257 deputados e 24 dos 72 senadores. Levantamentos indicam que o partido de Milei pode obter mais de 40% dos votos, enquanto o agrupamento de Mauricio Macri teria cerca de 5%. Dependendo da distribuição das cadeiras, a coalizão pode se aproximar da maioria parlamentar.

Embora o processo de ajuste envolva riscos, os dados fiscais, inflacionários e de atividade sinalizam uma inflexão estrutural na economia argentina.

Com informações de Seu Dinheiro


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