O Citi rebaixou a classificação da PetroRecôncavo de «compra» para «neutra» e reduziu o preço-alvo das ações de R$ 18 para R$ 15. A decisão baseia-se na expectativa de resultados mais fracos no segundo trimestre de 2025, influenciados pela queda do petróleo e pela desvalorização do real. No dia do anúncio, os títulos RECV3 recuaram 1,03% e fecharam a R$ 13,41.
Pressão sobre receitas e custos
Os analistas Gabriel Barra, Pedro Gama e Andrés Cardona preveem que o volume de negócios da empresa reflicta preços de referência mais baixos, enquanto a produção, em torno de 27,8 mil barris de óleo equivalente por dia em abril, permaneceu praticamente estável ao longo do trimestre. A combinação de câmbio desfavorável e custos de extração mais elevados deverá limitar a margem operacional.
Projecções para o trimestre
O banco estima um Ebitda de R$ 359 milhões e lucro líquido de R$ 200 milhões entre abril e junho. Para 2025, o Citi não vê incremento relevante de produção e aponta incerteza quanto ao retorno de novos investimentos num cenário de petróleo mais barato.
Dividendos e comparação com a concorrência
Apesar da baixa alavancagem — cerca de 1x dívida líquida/Ebitda —, o Citi considera improvável um anúncio de dividendos este ano. As acções negociam-se com retorno sobre fluxo de caixa livre entre 4% e 7% para 2025-2026 e um dividend yield projectado de 7% a 12%, patamar que o banco entende não justificar recomendação de compra, sobretudo face a alternativas do sector e à remuneração oferecida pela taxa Selic.
Com a revisão, o Citi conclui que faltam catalisadores de curto prazo para valorização expressiva dos títulos da PetroRecôncavo, mantendo a orientação de prudência para os investidores.
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