A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo determinou que, a partir de 1º de julho de 2026, o acesso ao Posto Fiscal Eletrônico (PFE) deverá ser feito por mecanismos de autenticação seguros, como a plataforma GOV.BR. A mudança, estabelecida pela Portaria SER 15/2026 publicada em abril, elimina o uso de senha tradicional e modifica rotinas de contribuintes e profissionais da contabilidade em todo o Estado. Órgãos de classe recomendam atualização cadastral no CRC-SP para evitar interrupções nos serviços fiscais.
O que muda no Posto Fiscal Eletrônico
Pelo novo protocolo, senhas convencionais serão descontinuadas e apenas credenciais reconhecidas como seguras — entre elas o GOV.BR — habilitarão o login no PFE. A Secretaria da Fazenda paulista argumenta que o modelo fortalece a rastreamabilidade das informações e previne fraudes, uma vez que adota validações múltiplas e criptografia avançada.
Na prática, a transmissão de declarações e obrigações fiscais passa a ser exclusivamente digital. A SEFAZ-SP reforça que a mudança integra a estratégia de modernização da Administração Tributária, ampliando controle e eficiência no atendimento eletrônico.
Embora a portaria antecipe a extinção das senhas, ela não detalha quais serviços poderão ser acessados por procuradores nem define perfis específicos de procuração. Essas diretrizes, segundo a própria Fazenda, serão incluídas em manuais do PFE e em normas complementares de procuração eletrônica.
Portaria SER 15/2026 altera a CAT 92/98
A Portaria SER 15/2026, editada em abril de 2026, promove ajustes na histórica Portaria CAT 92/98, que há mais de duas décadas disciplina o uso do PFE. O novo texto deixa claro que mecanismos considerados inseguros — inclusive senhas sem verificação em dois fatores — serão descartados.
Para verificar a autenticidade da informação ou buscar manuais atualizados, o contribuinte pode consultar o site oficial da Secretaria da Fazenda de São Paulo, onde constarão guias de migração e perguntas frequentes.
Segundo a Fazenda paulista, a medida mantém o Estado alinhado às exigências de autenticação segura já adotadas em outros serviços federais, criando uma experiência unificada para usuários habituados ao GOV.BR.
Próximos passos para contribuintes e contadores
Contabilistas e departamentos fiscais precisam adequar sistemas internos, atualizar cadastros junto ao Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRC-SP) e revisar modelos de procuração eletrônica. A SEFAZ-SP alerta que acessos não regularizados serão bloqueados após 01/07/2026.
Entre as ações recomendadas estão:
- Vincular o certificado digital à conta GOV.BR, se aplicável;
- Verificar a validade de procurações eletrônicas já registradas;
- Testar o login seguro no ambiente de homologação do PFE, quando disponibilizado;
- Orientar clientes sobre o fim das senhas tradicionais para evitar atrasos em declarações.
Os prazos de entrega de obrigações não sofreram alteração, mas os acessos somente serão liberados após a autenticação segura. Portanto, a falta de adaptação pode resultar em multas por descumprimento de prazos ou na perda de benefícios fiscais que dependem de regularidade cadastral.
Análise: impacto financeiro da transição digital obrigatória
A exigência de login seguro no PFE impõe um custo de oportunidade imediato às empresas que retardarem a adaptação. Embora o investimento em novos certificados ou na integração com o GOV.BR represente despesa extra, a digitalização total reduz erros manuais e tempo de processamento, diminuindo riscos de autuações. Para os escritórios contábeis, a antecipação na migração pode virar diferencial competitivo, já que clientes tendem a priorizar prestadores que garantem conformidade sem interrupções. Em contrapartida, quem ignorar o prazo de 01/07/2026 enfrentará possíveis sanções fiscais e perda de credibilidade junto aos órgãos públicos e parceiros comerciais.
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