Reforma Tributária 2026 muda forma de impostos para PMEs

Reforma tributária 2026 muda forma de impostos para pmes

Reforma Tributária 2026 muda forma de impostos para PMEs

Reforma Tributária 2026 muda forma de impostos para PMEs e inicia, em janeiro de 2026, a cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos que substituirão gradativamente PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI.

Novo cenário tributário

A adoção da CBS, de âmbito federal, e do IBS, compartilhado entre estados e municípios, cria um período de transição até 2033 em que antigos e novos tributos coexistirão. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), 95% das empresas ainda cometem erros na apuração atual, índice que tende a crescer se os controles não forem adaptados.

Impacto nos regimes empresariais

Simples Nacional – O regime unificado permanece, porém, as empresas não poderão, como regra geral, gerar créditos de IBS e CBS para seus clientes. Essa limitação pode reduzir a competitividade nas cadeias que dependem de créditos fiscais.

Lucro Presumido – Empresas precisarão revisar a base de cálculo e reforçar controles sobre operações interestaduais e receitas financeiras, agora sujeitas a novas normas de apuração.

Lucro Real – As exigências são mais técnicas. Será necessário reconfigurar sistemas de gestão para refletir a não cumulatividade definida pela Lei Complementar nº 214/2025, evitando perda de créditos legítimos.

Desafios setoriais e período de adaptação

O efeito líquido dos novos tributos variará conforme o perfil de custos de cada setor. Para a estrategista tributária Maynara Fogaça, “a diferença entre pagar imposto e pagar certo vai se tornar ainda mais evidente”. No intervalo até 2033, empresas terão de conciliar dados de ambos os sistemas e enviar declarações específicas, sob risco de divergências e autuações.

Quatro medidas prioritárias para PMEs

1. Revisar enquadramento tributário e simular cenários com CBS e IBS.

2. Atualizar sistemas contábeis, garantindo registros compatíveis com a nova legislação.

3. Capacitar equipes sobre regras de crédito e débito dos novos tributos.

4. Monitorar iniciativas do Comitê Nacional de Simplificação de Obrigações Acessórias (CNSOA), que promete unificar declarações e digitalizar rotinas.

Fogaça avalia que compreender rapidamente o funcionamento da CBS e do IBS pode transformar a reforma em diferencial competitivo: “A Reforma não é o fim da complexidade, mas o início de uma nova etapa”.

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