Reforma Tributária ameaça operações de empresas em 2026

Reforma tributária ameaça operações de empresas em 2026

Reforma Tributária ameaça operações de empresas em 2026

Reforma Tributária ameaça operações de empresas em 2026 à medida que a Lei Complementar 214/2025, que cria os impostos CBS e IBS, entra em vigor em 5 de janeiro do próximo ano, exigindo ampla adaptação tecnológica e operacional.

Novo sistema CBS e IBS impõe corrida tecnológica

Com a implantação do novo modelo tributário, organizações de todos os portes precisarão revisar processos internos, atualizar ERPs e ajustar integrações para atender às exigências dos dois tributos que substituirão parte dos atuais impostos sobre consumo. A Receita Federal já anunciou, no início de dezembro, flexibilização pontual na emissão de notas fiscais diante do risco de companhias não conseguirem faturar no primeiro mês de 2026.

Pequenas e médias são as mais vulneráveis

Empresas com estruturas contábeis enxutas sentem com mais intensidade o impacto. Falta de recursos para investir em tecnologia e carência de mão de obra especializada elevam o risco de paralisação de operações críticas, como faturamento, cálculo de tributos e apuração de obrigações acessórias.

Pesquisa revela lacunas em automação fiscal

O estudo Tax do Amanhã, conduzido pela Deloitte com apoio da Thomson Reuters, dimensiona o desafio: 33% das companhias ainda não realizaram avaliação estruturada sobre os efeitos da Reforma Tributária em seus negócios. Embora 90% tenham automatizado ao menos uma tarefa fiscal, a automação se concentra em atividades repetitivas, como emissão de notas (61%) e lançamentos de entradas (51%), sem garantir aderência total ao novo modelo.

A Inteligência Artificial, considerada aliada para monitoramento legislativo, está presente em apenas 14% das empresas; destas, 60% utilizam a tecnologia exclusivamente para automatizar rotinas. Cloud computing avança — 52% migraram alguma operação para a nuvem, sendo 63% em ambientes privados —, mas ainda não supre a necessidade de escalabilidade exigida pelo sistema CBS/IBS.

Conviver com dois regimes até 2032 é desafio central

Segundo o levantamento, 66% dos participantes apontam a coexistência do atual e do novo regime tributário até 2032 como o obstáculo mais complexo. Manter dois conjuntos de regras simultaneamente obrigará as empresas a investir em soluções integradas, capazes de tratar bases de dados diferentes e gerar obrigações acessórias distintas, sem comprometer conformidade ou controle financeiro.

Especialistas recomendam planejamento imediato, priorizando atualização de sistemas, treinamento de equipes e contratação de consultorias especializadas. A combinação de conhecimento tributário e tecnologia, afirmam, será decisiva para evitar inconsistências fiscais ou interrupções de receita.

Para acompanhar esta e outras mudanças que impactam diretamente o ambiente de negócios, visite nossa seção de notícias financeiras e mantenha-se sempre atualizado.


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Redação Finanças KDicas

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