Reforma Tributária pressiona caixa de importadoras
Reforma Tributária pressiona caixa de importadoras e exportadoras brasileiras, que terão de conviver com regras antigas e novas entre 2026 e 2033, alerta André Barros, CEO da eComex.
Transição curta eleva risco de falta de liquidez
Segundo o executivo, o período de testes da Reforma Tributária previsto para 2026, seguido da adoção definitiva em 2033, traz preocupação dupla: aumento da complexidade tributária e manutenção simultânea das obrigações atuais. Para companhias que acumulam milhões em créditos, o intervalo de adaptação curto pode gerar estrangulamento de caixa.
Créditos tributários podem virar passivo
Barros destaca que, no balanço, créditos são registrados como ativos, embora o dinheiro não esteja disponível. Caso a empresa não consiga convertê-los em liquidez, auditorias futuras exigirão a baixa contábil desses valores, transformando o que era direito em dedução de resultado. O impacto contábil e financeiro pode comprometer a competitividade internacional.
Combinação de regimes especiais é alternativa
Para mitigar perdas, o CEO recomenda planejar o uso de regimes aduaneiros especiais. O Recof, considerado o mais moderno, não cobre todos os tributos; por isso, pode ser associado ao RESI, que estende benefícios ao ICMS. Composições que envolvem Recof, RESI e Drawback Isenção — inclusive a modalidade intermediária — ampliam a economia fiscal e ajudam a preservar o fluxo de caixa.
Tecnologia e integração sob comando do CFO
Mapear oportunidades na cadeia de fornecedores e negociar vendas com suspensão de tributos são outras frentes indicadas. Entretanto, Barros ressalta que a análise exige softwares de gestão e profissionais especializados para evitar decisões erradas, multas e sanções. A coordenação das áreas de Comércio Exterior, fiscal e tributária, liderada pelo CFO, será decisiva para reduzir créditos acumulados antes da virada do sistema.
Empresas que começarem já a projetar cenários, simular impactos e escolher regimes adequados chegarão à implementação definitiva da Reforma com maior fôlego financeiro, convertendo ativos contábeis em caixa real.
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