Reforma tributária ameaça emprego do contador?
Reforma tributária ameaça emprego do contador? A discussão sobre a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) levantou dúvidas entre profissionais da contabilidade sobre a continuidade de suas funções diante do novo modelo fiscal.
Impacto direto dos novos tributos
A proposta de reforma tributária, em análise no Congresso, substitui diversos impostos federais, estaduais e municipais por CBS e IBS. A apuração dessas cobranças será automatizada, concentrada em plataformas eletrônicas geridas pelos fiscos. Essa mudança reduziu etapas burocráticas, alimentando a percepção de que a tecnologia poderia tornar o trabalho do contador dispensável.
Permanência da demanda por contadores
Apesar da automação, as empresas continuarão sujeitas a obrigações acessórias, planejamento fiscal e interpretação de normas. O professor e colunista contábil Loberto Sasaki, convidado pelo Portal Contábeis, frisa que a simplificação dos tributos não elimina a complexidade operacional: “Alíquotas, regimes especiais e créditos precisam de acompanhamento técnico constante”, afirma.
Novo foco: consultoria e estratégia
Sasaki ressalta que o profissional da contabilidade deverá migrar de tarefas repetitivas para atividades analíticas. A demanda passa a envolver:
• Revisão de contratos para adequação às novas bases de cálculo;
• Estruturação de sistemas internos para capturar corretamente dados fiscais;
• Orientação sobre benefícios, regimes diferenciados e transição entre a legislação atual e a futura.
Qualificação contínua como diferencial
O especialista recomenda atualização permanente em legislação e tecnologia, além de participação em comunidades de debate, como o Fórum Contábeis, que reúne tópicos diários sobre reforma tributária e ferramentas de cálculo de alíquotas baseadas em CNAE.
Na avaliação de Sasaki, a reforma “valoriza a expertise do contador em vez de eliminá-la”, pois empresas precisarão de interpretação normativa e planejamento tributário para reduzir riscos e custos.
Em síntese, a reforma tributária altera processos, mas não extingue a profissão; ao contrário, amplia o espaço para serviços de consultoria estratégica que exigem conhecimento especializado.
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