A Vale divulga nesta quinta-feira, 31 de julho, o resultado financeiro do segundo trimestre de 2025. Projeções da Bloomberg indicam lucro líquido de US$ 1,608 bilhão, queda de 42% na comparação anual, mas avanço de 15,2% em relação aos três meses anteriores.
Indicadores financeiros esperados
A receita estimada soma US$ 8,872 bilhões, 10,6% abaixo do mesmo período de 2024 e 9,3% acima do primeiro trimestre. O Ebitda projetado é de US$ 3,313 bilhões, recuo anual de 21,6% e aumento trimestral de 6,4%.
Em reais, as projeções apontam lucro de R$ 8,934 bilhões, receita de R$ 49,296 bilhões e Ebitda de R$ 18,407 bilhões, todos menores em bases anuais, porém superiores aos números dos três meses anteriores.
Produção supera expectativas
No período de abril a junho, a mineradora produziu 83,599 milhões de toneladas métricas de minério de ferro, volume 3,7% maior que há um ano e 23,6% acima do trimestre anterior. O resultado ficou 2% acima da previsão do BTG Pactual e sustenta a meta anual de 325 a 335 milhões de toneladas.
Analistas citam desempenho mais forte nas operações de Brucutu e S11D, mas observam queda de 3% nos embarques em razão do foco em produtos de teor médio e menor oferta de pelotas.
Visão dos bancos
• BTG Pactual mantém recomendação neutra e preço-alvo de US$ 11 para os ADRs, destacando custos mais baixos e avanços operacionais, mas prefere aguardar maior clareza sobre o cenário macro.
• Citi reitera compra com preço-alvo de US$ 12, classificando os dados de produção e vendas como “sólidos”.
• XP Investimentos segue neutra e ajustou o Ebitda projetado para US$ 3,3 bilhões.
• Itaú BBA vê Ebitda de US$ 3,2 bilhões e ressalta volumes de cobre mais elevados.
• Bank of America elevou a estimativa de Ebitda para US$ 3,3 bilhões e mantém recomendação de compra, citando valorização atrativa.
Principais pontos de atenção
Especialistas avaliam que a estratégia de priorizar minérios de teor médio reduz a exposição a preços mais voláteis, mas também limita ganhos com produtos de maior qualidade. Além disso, a demanda de aço na China e a composição de vendas de pelotas seguem como fatores de risco para as margens da companhia.
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